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Moção aprovada hoje

Co-incineração: Assembleia de Coimbra exige "paragem imediata" em Souselas

29.02.2008 - 20:34 Por Lusa

A Assembleia Municipal de Coimbra (AMC) aprovou hoje, por maioria, uma moção em que exige ao Ministério do Ambiente e à Cimpor "a paragem imediata do processo de co-incineração" na Cimenteira de Souselas.
A moção contra a co-incineração foi proposta pelo presidente da Junta de Freguesia de Souselas A moção contra a co-incineração foi proposta pelo presidente da Junta de Freguesia de Souselas (Carla Carvalho Tomás (arquivo))

A moção, proposta pelo biólogo João Pardal, deputado municipal do PSD e presidente da Junta de Freguesia de Souselas, foi aprovada com 38 votos a favor de todas as bancadas (coligação PSD-CDS-PPM, BE, CDU e PS).

Doze deputados do PS votaram contra e registaram-se ainda cinco abstenções, sendo quatro de autarcas socialistas e uma de Maria Reina, do CDS, que acusou o presidente social-democrata do executivo, Carlos Encarnação, de "não perceber nada de ambiente" e ter "uma política de faz-de-conta" nesta área.

João Pardal, por seu turno, explicou que o documento por si apresentado, tal como anteriores posições que tomou contra a co-incineração, "sempre visaram a salvaguarda dos superiores interesses de Coimbra e da população de Souselas".

"Um dia, a coberto da noite, o Governo e a Cimpor resolveram fazer uma queima" de resíduos industriais perigosos (RIP) na fábrica local, acusou Carlos Encarnação.

Depois, acrescentou, a empresa anunciou, na tarde de 21 de Fevereiro, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que tinha iniciado o processo de co-incineração.

"A questão é mais de negócio do que outra coisa", lamentou ainda o presidente social-democrata da Câmara de Coimbra.

Através do documento aprovado, a AMC considera igualmente que "a co-incineração é uma questão económica, mais do que ambiental".

Ao optar por este método, o Governo de José Sócrates "está a condicionar o mercado de resíduos, nomeadamente na área da regeneração e da reciclagem".

"Todo o processo de queima de resíduos industriais perigosos em Souselas decorreu em segredo, se qualquer informação às autarquias e à sociedade civil", adianta o órgão autárquico, advertindo que "continua a não haver condições mínimas de segurança e de salvaguarda da saúde das pessoas".

Com estes e outros argumentos, a Assembleia reiterou "a sua posição de condenação ao processo der co-incineração".

Uma outra moção, apresentada por João Paulo Barbosa de Melo, do PSD, em defesa da construção do novo edifício do Conservatório de Música e Dança de Coimbra, foi aprovada por unanimidade.

A AMC recorda que o futuro edifício foi projectado no âmbito de uma parceria entre a Câmara de Coimbra e o Ministério da Educação.

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