• Portugueses estão solidários com os gregos
  • Petiscos com frango, das moelas à batata doce
  • Há fanáticos de tudo, até da Eurovisão

Quem pagava voluntariamente a coima não podia reclamar

Código da Estrada: TC considera inconstitucional a norma que impedia condutores de reclamarem após pagarem multa

07.04.2009 - 14:39 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
A decisão do TC foi aprovada por 11 votos favoráveis e dois votos contra A decisão do TC foi aprovada por 11 votos favoráveis e dois votos contra (Ângela Andrade)
O Tribunal Constitucional (TC) declarou hoje inconstitucional a norma do Código da Estrada que impedia a contestação da infracção a quem pagasse voluntariamente a multa.

Segundo o Tribunal Constitucional, o pagamento voluntário da coima "impedia o arguido de, na impugnação judicial da decisão administrativa que aplicasse a sanção acessória de inibição de conduzir, questionar não só a correcção da qualificação jurídica dos factos, mas a própria verificação dos factos e mesmo a ocorrência de vícios de vontade que tivessem inquinado a decisão de proceder ao pagamento voluntário da coima".

Em causa está o artigo 175 número quatro do Código da Estrada de 2005, que refere que "o pagamento voluntário da coima não impede o arguido de apresentar a sua defesa, restrita à gravidade da infracção e à sanção acessória aplicável".

Para o TC esta norma é inconstitucional, uma vez que, paga voluntariamente a coima, ao condutor "não é consentido, na fase de impugnação judicial da decisão administrativa que aplicou a sanção acessória de inibição de conduzir, discutir a existência da infracção".

O TC considera que este critério normativo "violava o direito dos cidadãos de acesso aos tribunais para tutela efectiva dos seus direitos e interesses legalmente reconhecidos".

A decisão do TC foi aprovada por 11 votos favoráveis e dois votos contra.

Estatísticas

  • 20 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1373129

Comentário + votado

X

Mais em Sociedade (17 de 26 artigos)

O chefe de comunicação da Unicef no Iraque reconheceu ao PÚBLICO que o fundo das Nações Unidas para as crianças está extremamente preocupado com as informações avançadas pelo "The Guardian" Unicef no Iraque não tem informações sobre crianças traficadas para Portugal