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Há 1,6 milhões de doses à venda

Clientes da vacina da gripe enchem farmácias

01.10.2008 - 13:57 Por Andrea Cunha Freitas

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O lema da campanha é "Gripe proteja-se - Faça chuva ou faça Sol, vacine-se a partir de Outubro e até ao final do Inverno" O lema da campanha é "Gripe proteja-se - Faça chuva ou faça Sol, vacine-se a partir de Outubro e até ao final do Inverno" (Eva Carasol (arquivo))
As encomendas já estavam feitas e em algumas farmácias contavam-se já centenas de receitas à espera. Hoje foi o primeiro dia da campanha de vacinação contra a gripe e, pela primeira vez, as doses podem ser administradas nos locais de venda. Mas nem todas as farmácias aderiram à novidade. Enfermeiros insistem em contestar a medida do ministério da Saúde que autoriza a administração de vacinas por farmacêuticos com um curso específico e hoje publicam anúncios em jornais com apelo à população.

São onze horas da manhã e Rosa Alice Barros está no balcão da Farmácia do Lidador, no Porto. “As vacinas já chegaram?”, pergunta a mulher de 64 anos que vai levar duas doses para casa. “O meu marido tem problemas do coração e o médico disse que ele precisava mesmo”, justifica. Das muitas encomendas feitas, nas primeiras horas da manhã já foram vendidas 16 vacinas. “É o normal”, dizem as farmacêuticas.

Rosa Alice é cliente habitual desta dose que nos anos anteriores tem feito com que a gripe “não pegue não forte” mas não vai poder sair da farmácia já com a vacina no corpo. A directora técnica não quis aderir à medida oficialmente aprovada este ano que permite a administração da vacina no local de venda. “Este ano ainda não, se calhar para o ano. Temos enfermeiros mesmo do outro lado da rua e a responsável pela farmácia decidiu assim”, justificam do outro lado do balcão. Rosa Alice protesta em voz alta: “Era melhor ser aqui. Escusava de andar por aí à rasca”. O por aí, especifica, será “ou no centro de saúde ou nos enfermeiros, onde é preciso pagar uns dois ou três euros”.

Na farmácia Fonte da Moura a administração da vacina custa 50 cêntimos e só acontece entre as 9h00 e as 13h00. Há locais onde este “serviço” até é gratuito mas, neste caso, há um “preço simbólico” a pagar. Na lista de encomendas há mais de duas centenas de clientes à espera mas os responsáveis desta farmácia acreditam que as vendas ultrapassem muito este número. “As pessoas já não têm medo que a vacina esgote como tinham há uns anos. Por isso, há muitas que não encomendam”. Até às 11h30 foram vendidas dez vacinas.

Ordem dos Enfermeiros publica apelo à população
Ainda que a Ordem dos Farmacêuticos afirme que a novidade este ano está apenas no facto de se admitir uma actividade que já era exercida nas farmácias, a verdade é que é a primeira época em que a administração de vacinas acontece nas farmácias e é feita por farmacêuticos (antes era permitido nas farmácias onde existiam enfermeiros) de forma oficial, ao abrigo de um acordo que o ex-ministro da Saúde Correia de Campos fez com a Associação Nacional de Farmácias.

Quem não está disposto a aceitar este novo serviço dos farmacêuticos (que para administrarem as vacinas são obrigados a frequentar uma acção de formação) é a Ordem dos Enfermeiros (OE). Após ter já dito publicamente que discordava desta medida, o conselho directivo da OE decidiu hoje publicar um apelo à população nalguns jornais. Com anúncio, a OE refere que pretende “aconselhar os clientes das farmácias aderentes a solicitar que a administração de vacinas, assim como de outros medicamentos prescritos por médicos assistentes, seja realizada por enfermeiros”. O anúncio esclarece ainda que existem farmácias que já integram enfermeiros nas suas equipas.

Apesar do movimento nas farmácias ser encarado como normal para um início de campanha de vacinação, o que é facto é que hoje as farmácias estavam mais cheias, Atrás do balcão estão sobretudo idosos que, como tem vindo a ser dito pela Direcção-Geral de Saúde (DGS), são um dos grupos-alvo. A DGS aconselha a vacina à população com mais de 65 anos, portadores de doenças crónicas e profissionais de saúde. O lema da campanha é "Gripe proteja-se - Faça chuva ou faça Sol, vacine-se a partir de Outubro e até ao final do Inverno", sendo que as receitas médicas prescritas com a vacina contra a gripe em 2008 terão o prazo de validade prolongado, para permitir a compra da vacina nas farmácias até ao fim de Dezembro. Este ano estarão disponíveis 1,6 milhões de vacinas, segundo a DGS.

O Serviço Saúde 24, através do telefone 808 24 24 24, está disponível para esclarecer dúvidas sobre a gripe, a vacinação e os cuidados a ter para evitar a transmissão da doença.

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Após a leitura de alguns destes comentários sinto-me compelida a fazer duas ressalvas: 1ª - Os ...

Ana Santos

09.10.2008 11:30

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