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Serviço Nacional de Saúde

Cirurgias de ambulatório: CDS, BE e PCP pedem isenção de taxas moderadoras

17.02.2009 - 14:13 Por Lusa

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Os três projectos de lei serão debatidos amanhã no Parlamento Os três projectos de lei serão debatidos amanhã no Parlamento (David Clifford (arquivo))
O CDS-PP, BE e PCP vão defender amanhã a isenção das taxas moderadoras nas cirurgias de ambulatório, no Serviço Nacional de Saúde, em três projectos de lei que serão debatidos no Parlamento.

"A cirurgia ambulatória assegura poupança directa, através da redução dos custos hospitalares relacionados com a ocupação dos blocos operatórios e internamento", entre os 40 e 80 por cento, consoante o tipo de intervenção e o local onde é praticada, defende o CDS-PP no projecto de lei que será debatido na sessão plenária. Apesar desta "vantagem", em Portugal apenas 22 por cento das cirurgias são realizadas em regime de ambulatório, referem os populares, defendendo a "urgência" do desenvolvimento de medidas de incentivo à cirurgia de ambulatório.

"Num país onde se pagam taxas moderadoras por qualquer serviço de saúde e em que se estabelece uma taxa moderadora de 10,20 euros para toda e qualquer cirurgia de ambulatório, é urgente que exista vontade e coragem política para melhorar as condições de acesso dos utentes aos cuidados de saúde", sustentam no documento.

O Bloco de Esquerda (BE) defende no seu projecto a revogação da legislação que cria as taxas moderadoras para o acesso à cirurgia de ambulatório e ao internamento, considerando que são um "pagamento socialmente injusto". Para o BE, as taxas cobradas no internamento e na cirurgia são "totalmente ilegítimas", porque "não resultam da decisão do próprio doente, mas sim da decisão do médico, não se podendo invocar o seu efeito de moderação". "Os argumentos utilizados para justificar a aplicação de taxas moderadoras, nomeadamente a necessidade de moderar o acesso, são contrariadas pela realidade do afluxo crescente aos serviços de saúde", sublinham os bloquistas no documento.

Os deputados salientam ainda que o aumento do valor das taxas moderadoras, e a diversificação dos serviços a que são aplicadas, contribuíram significativamente para a mais elevada inflação dos preços da saúde dos últimos dez anos. "A taxa de inflação dos preços da saúde é de 7,2 por cento, quase três vezes superior à taxa de inflação geral dos preços e muito acima da taxa de inflação média da União Europeia, que é de 1,7 por cento, na área da saúde", acrescentam.

O PCP também vai levar à discussão a revogação das taxas moderadoras, lembrando que "Portugal é um país com um dos mais elevados níveis de gastos privados em saúde". "Nos últimos anos essa situação agravou-se, designadamente com o aumento real das taxas moderadoras, com maior número de actos taxados, com destaque agora para as taxas no internamento e na cirurgia do ambulatório, multiplicação de taxas em tratamentos que antes eram taxados apenas uma vez", frisam os comunistas. Para o PCP, a revogação das taxas moderadoras constitui uma "exigência de justiça social”.

As taxas moderadoras de consultas, urgências e actos médicos em hospitais e centros de saúde ficaram mais caras dia 1 de Fevereiro, mas os valores a pagar pelas cirurgias em ambulatório ficaram cinco euros mais baratos.

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CDS esquerdista

O CDS/PP é um partido com personalidade dupla... Quando é preciso o populismo para ganhar mais umas ...

Anónimo

17.02.2009 14:37

X

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