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Tumor foi aparentemente todo retirado

Cirurgia a menina timorense no Hospital de S. João terminou sem complicações

25.08.2008 - 16:26 Por Lusa

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Os médicos vão conversar com a família para definir se a criança ficará em Portugal até fazer a ressonância Os médicos vão conversar com a família para definir se a criança ficará em Portugal até fazer a ressonância (Paulo Ricca (arquivo))
A cirurgia à menina timorense que decorreu hoje no Hospital de S. João, no Porto, permitiu remover todo o tumor cerebral, tendo a menina estado sempre "estável" durante as mais de cinco horas de operação, de acordo com o neurocirurgião Rui Vaz, que liderou a equipa de médicos no bloco operatório.

Segundo referiu, a operação "correu dentro daquilo que era esperado", embora tenha sido "difícil" remover o tumor numa das partes devido às aderências. "Não nos parece que tenha ficado lá tecido tumoral, mas essa confirmação só será possível de fazer com uma ressonância magnética" pós-operatória, adiantou Rui Vaz.

Na sua opinião, tudo faz crer que a criança não precisará de fazer radioterapia, um procedimento habitual e "muito eficaz" nos casos em que não é possível eliminar todo o tumor. O neurocirurgião daquela unidade hospitalar explicou que a ressonância deverá ser feita, caso haja complicações, nas primeiras 72 horas pós-cirurgia, mas que o normal é fazer passados três meses. "Às vezes a ressonância demonstra restos que durante a cirurgia não eram perceptíveis", sublinhou.

Os médicos do Hospital de João terão agora que conversar com a família para definir se a criança ficará por Portugal até completar os três meses necessários para efectuar a ressonância. Caso se verifique ser necessário fazer radioterapia, o tratamento deverá ter a duração entre quatro a seis semanas.

Recuperação de lesões
Rui Vaz afirmou que, agora, "só o tempo dirá" se a menina recuperará de alguns das lesões que o tumor já lhe causou, em especial num dos olhos, 90 por cento afectado. A menina "nunca se queixou de problemas de visão e estava praticamente cega de um olho", salientou Rui Vaz, que disse esperar que a criança "possa ter uma vida tão normal quanto possível" depois desta cirurgia, que terminou pouco depois das 14h30. A criança ficará agora internada na unidade de cuidados intensivos pediátricos até que "esteja neurologicamente bem", sendo que nas primeiras 24 horas deverá ficar a dormir.

A doente chegou a Portugal no início de Agosto, tendo sido transportada desde Timor no mesmo avião que trouxe as forças da GNR que prestaram serviço naquele país lusófono. A menina de 10 anos, que vivia com sete irmãos nos arredores da capital timorense, está acompanhada pelo pai, um agricultor de 45 anos, que demonstrou durante todas as horas de cirurgia muito sereno.

A operação esteve inicialmente prevista para o dia 11 de Agosto, mas a menina contraiu papeira, o que obrigou a adiar a cirurgia. A doença terá sido contraída já no S. João ou "na viagem", de acordo com uma médica do S. João, que referiu tratar-se "não de uma infecção hospitalar, mas uma infecção da comunidade".

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Um caso humano

Não percebo alguns comentários que revelam até insensibilidade para com um problema de saúde grave ...

S. Viana

25.08.2008 20:24

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