Mais de 90 pessoas morreram na passagem de um ciclone no Bangladesh e no Leste da Índia. Milhões ainda estão isoladas pelas águas e pelo menos 100 pessoas estão dadas como desaparecidas no Bangladesh, onde 500 mil foram retiradas das suas casas com a ajuda dos militares e estão agora em abrigos temporários.
Pelo menos 62 pessoas morreram no Bangladesh e 29 na Índia, no Estado de Bengala Ocidental. Nesta zona da Índia, uma das maiores reservas de tigres do mundo, vivem centenas de milhares de pessoas e mais de 400 mil estão isoladas.
No Bangladesh, a região mais afectada é Satkhira, perto do porto de Mongla. “A situação aqui é alarmante e até agora estão confirmados 22 mortos. Mas podem ser mais”, disse à Reuters por telefone Mohammad Abdus Samad, comissário adjunto do distrito.
O ciclone Aila atravessou muitas áreas onde ainda se recupera da destruição do ciclone Sidr, em Novembro de 2007, que fez 3500 mortos no Bangladesh e deixou pelo menos um milhão de desalojados.
Membros de organizações não humanitárias que pediram para não serem identificados disseram à Reuters que temem que possam ter morrido já centenas de pessoas com a passagem do Aila.
“O quadro é extremamente sombrio. Todas estas pessoas estão sem abrigo depois de as suas casas terem sido destruídas”, disse à AFP o chefe do distrito costeiro de Khulna, Atiur Rahman. Nesta região fronteiriça com a Índia, devastada por ventos de 100 quilómetros por hora e chuvas torrenciais, “perdemos pelo menos 50 mil casas de adobe e bambu”.



