A chuva parou de cair em Bombaim, na Índia, permitindo o início da limpeza após dois dias de fortes temporais causados pelas monções. O número de mortes causadas pelas chuvas torrenciais na Índia ascende já às 730.
As autoridades da capital financeira da Índia, no oeste do país, estão já a ocupar-se da limpeza das ruas e da remoção dos escombros, após dois dias de chuvas intensas. Estão também a vaporizar a zona com insectidas para matar mosquitos que podem transportar doenças mortais como a cólera.
Os transportes recomeçaram a entrar em funcionamento, mas os meteorologistas avisam que há mais chuva a caminho até que a situação possa de facto normalizar em Bombaim. O aeroporto da cidade reabriu após dois dias de encerramento. Também os mercados financeiros e de capitais voltaram a funcionar.
Contudo, a polícia pouco pôde fazer quando o pânico provocado pelos boatos de que mais água inundaria as ruas de Bombaim lançou numa corrida desenfreada milhares de pessoas que vivem num dos bairros de lata sobrelotados da cidade. A meio da noite de ontem, os rumores levaram ao esmagamento mortal de 18 pessoas, entre as quais sete crianças.
O presidente da Câmara local já apelou à população para manter a calma e para não dar ouvidos a rumores.
Só em Bombaim morreram pelo menos 370 pessoas. As restantes vítimas são naturais de outras povoações no estado de Maharashtra, o mais fustigado pelas chuvas. Várias pessoas morreram no interior dos seus carros quando tentavam fugir às águas e milhares de pessoas ficaram retidas na cidade sem poder voltar a casa devido à ausência de transportes, paralisados pela monção.
Os trabalhadores das equipas de emergência continuam a tentar localizar os corpos de cerca de cem pessoas, soterradas por uma avalancha de lama em Juigaon, a sul de Bombaim.


