A China pôs termo à quarentena de sete dias a que submetera os passageiros de um voo em que viajara um cidadão mexicano ao qual foi diagnosticada infecção com o vírus da gripe A H1N1. Em comunicado, o Ministério chinês da Saúde, precisou que todas as pessoas que estavam no avião oriundo da Cidade do México com destino a Hong Kong e escala em Xangai, na esmagadora maioria mexicanos, serão libertas da quarentena caso não apresentem nenhuns sintomas da doença.
As medidas de cautela do Governo chinês foram fortemente criticadas pelo México que chegou mesmo a exigir, no início desta semana, a pronta libertação de mais de 300 pessoas que foram confinadas a um hotel: a maior parte em Xangai (50 pessoas) mas também em Pequim e na cidade de Wenzhou. Para o México esta foi uma situação de “discriminação” que levou a uma quarentena “inaceitável” e “sem fundamento”.
Mas Pequim rejeitou as críticas, instando as autoridades mexicanas a “compreenderem as medidas adoptadas pela China e a lidar com o assunto de forma objectiva e calma”.
Nenhum dos demais passageiros do voo de 1 de Maio em que viajava o homem de 25 anos infectado com o vírus apresentava quaisquer sintomas da doença, garantira o embaixador mexicano na China, Jorge Guajardo, avançando de resto que muitas das pessoas colocadas em isolamento nem sequer tinham estado naquele avião.
Um estudante mexicano, libertado esta manhã da quarentena no hotel de Xangai – junto com outras 27 pessoas – sustentou que foi sujeito aos procedimentos de isolamento “apenas por ter estado em contacto” com os passageiros do voo. “A China reagiu mesmo muito mal [à expansão da epidemia]. As coisas não se têm passado assim em outros países”, afirmou, citado pela Reuters.
As autoridades chinesas garantiram que as 300 pessoas que permanecem num hotel daquela mesma cidade, onde o mexicano infectado se hospedara, serão libertas do isolamento amanhã.


