Em Yingxiu só 2300 dos seus 10 mil habitantes sobreviveu

China: número de mortos no sismo pode chegar aos 20 mil

14.05.2008 - 10:34 Por AFP

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Estima-se que as vítimas de Yingxiu irão acrescentar mais 7700 mortos à lista das vítimas Estima-se que as vítimas de Yingxiu irão acrescentar mais 7700 mortos à lista das vítimas (Stringer/Reuters)
Os soldados chineses, que só ontem conseguiram chegar ao epicentro do sismo que abalou anteontem a província de Sichuan, revelam que a situação é pior do que o esperado. Esta manhã as autoridades locais anunciaram que na cidade de Yingxiu, em Wenchuan, apenas sobreviveram 2300 pessoas num total de mais de dez mil. O último balanço oficial, mais de 12 mil mortos, poderá chegar assim aos 20 mil.

Segundo o Exército, várias cidades situadas no epicentro do sismo estão “completamente arrasadas”. “Já não há casas em várias cidades (do distrito de Wenchuan). Foi tudo destruído”, afirmou Wang Yi, chefe de uma unidade da polícia armada, citado por um site na Internet.

Estima-se que as vítimas de Yingxiu irão acrescentar mais 7700 mortos à longa lista das vítimas.

“A situação é pior do que pensávamos”, admitiu um responsável local em Yingxiu.

A maioria das estradas foi destruída pelos abalos e as equipas de socorro são obrigadas a seguir a pé até às localidades afectadas nesta zona montanhosa de Sichuan, o que limite o volume de víveres e de medicamentos transportados às costas.

As chuvas torrenciais que se abateram na região desde ontem atrasam o trabalho destas equipas.

Depois do fracasso de ontem, o Exército conseguiu hoje fazer aterrar três helicópteros com víveres, medicamentos e cem soldados de elite na cidade de Wenchuan. “Dois helicópteros da região militar de Chengdu (capital de Sichuan) começaram a largar víveres sobre Yingxiu”, no distrito de Wenchuan, revelou o general Li Shiming, comandante da região de Chengdu.

“Devemos fazer o nosso melhor para reabrir as estradas que levam ao epicentro e salvar os habitantes isolados nas zonas sinistradas”, declarou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que comanda as operações a partir da cidade de Dujiangyan.

Durante uma visita ao distrito de Beichuan, o primeiro-ministro anunciou que cem mil soldados e polícias armados participam nas operações de resgate, ou seja, o dobro do número de soldados inicialmente mobilizados. Estes são acompanhados por 1300 médicos e enfermeiros do Exército.

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