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Discurso do primeiro-ministro Wen Jiabao

China apela aos países desenvolvidos para alterarem estilo de vida insustentável

07.11.2008 - 14:46 Por AFP, PÚBLICO

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Wen Jiabao sublinhou a necessidade de os países ricos ajudarem os mais pobres Wen Jiabao sublinhou a necessidade de os países ricos ajudarem os mais pobres (Jason Lee/Reuters)
O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao apelou hoje aos países desenvolvidos para alterarem o seu estilo de vida insustentável a fim de lutarem contra as alterações climáticas, noticiou hoje a agência Nova China.

“Os países desenvolvidos devem assumir a sua responsabilidade e o seu dever, face às alterações climáticas, é alterarem o seu modo de vida que não é sustentável e ajudar os países em desenvolvimento a lutar contra as alterações climáticas”, declarou Wen no primeiro dia de uma conferência internacional organiza em Pequim pelo Governo chinês e Nações Unidas.

Na conferência, o mais alto responsável da ONU pelas alterações climáticas, Yvo De Boer, considerou que, “devido à sua responsabilidade histórica, é essencial que os países industrializados estejam na linha da frente na redução das emissões” de gases com efeito de estufa.

Os representantes de governos, organizações internacionais e organizações não governamentais vindos de todo o mundo estão reunidos durante dois dias para debater o desenvolvimento das tecnologias que permitem combater as alterações climáticas.

A comunidade internacional tem até Dezembro de 2009, data da realização da cimeira de Copenhaga, para definir um novo quadro de luta contra as alterações climáticas, depois do Protocolo de Quioto expirar, em Dezembro de 2012.

Yvo De Boer, secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas para as alterações climáticas (UNFCCC), convocou as 190 partes para Poznan, Polónia, para uma reunião que se realizará de 1 a 12 de Dezembro, a fim de estudar o futuro acordo.

“Durante o ano de 2008, os governos reuniram informação e clarificaram as suas posições sobre um determinado número de matérias. Em Poznan, os governos deverão começar em pleno as negociações e obter resultados concretos”, advertiu hoje.

A China, que se tornou a par dos Estados Unidos o maior poluidor do mundo, prefere adoptar uma posição reservada quanto às suas propostas, considerando que caberá aos países desenvolvidos a maior fatia dos investimentos necessários. Recentemente Pequim propôs que estes países destinem um por cento do seu PIB (produto interno bruto) a ajudar os países pobres em matéria de protecção ambiental e de luta climática.

Segundo a agência Xinhua, o Governo chinês definiu como meta a redução do consumo de energia, por unidade do PIB em 20 por cento e dos maiores agentes poluidores em dez por cento, a níveis de 2005, até 2010. Wen disse na conferência que a China está confiante em como vai cumprir este objectivo.

Hoje o governo de Hong Kong anunciou os “tectos de emissão” anuais para as centrais de produção de energia até 2010, quanto ao dióxido sulfúrico (25.120 toneladas), óxido de nitrogénio (42.600 toneladas) e partículas em suspensão (1260 toneladas). Para o conseguir, as duas centrais locais têm vindo a utilizar mais gás natural para produzir electricidade. As metas deverão entrar em vigor no final deste ano.

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China e a poluicao

Ha pois, sao so os gazes de efeito de estufa, a poluicao dos rios, dos lagos, dos mares e dos os ...

Cisco

07.11.2008 18:22

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