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Sindicato Independente dos Médicos

Chefes de equipa de urgência do Hospital S. Francisco Xavier demitiram-se

15.04.2008 - 16:57 Por Lusa

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Fonte do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental garante que desigualdade na distribuição de equipas já foi corrigida Fonte do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental garante que desigualdade na distribuição de equipas já foi corrigida (Pedro Valdez (arquivo))
Os chefes de equipa das urgências do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, pediram a demissão, alegando falta de elementos para um funcionamento eficaz do serviço, disse uma fonte do Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

Carlos Arroz, secretário-geral do SIM, adiantou que os médicos que formam as equipas "são muito poucos" e que a situação se agrava à terça-feira, quinta-feira e sábado, dias em que estão reduzidas a dois especialistas de Medicina Interna, quando a recomendação da Ordem dos Médicos é de, no mínimo, cinco especialistas.

Fonte do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) explicou que, na origem do problema, esteve uma "desigualdade", em termos de elementos das equipas, entre o Hospital São Francisco Xavier e o Hospital Egas Moniz (que fazem parte do CHLO).

Segundo a mesma fonte, a situação já foi corrigida com a transferência de elementos do Hospital Egas Moniz para o São Francisco Xavier. "É uma situação que está a ser tomada em linha de conta", afirmou, acrescentando que o conselho de administração do Hospital São Francisco Xavier e o director do Serviço de Urgências estão a fazer todas as diligências para que esta situação não ocorra e para que seja resolvida o mais célere possível. A mesma fonte acrescentou que o Serviço de Urgências está a funcionar dentro da normalidade.

SO com 50 doentes para um só médico
O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos sublinhou que, apesar de terem pedido a demissão, os chefes das equipas de urgência "mantêm-se em funções e a cumprir as suas obrigações". "O pedido da demissão é fruto da revolta", sublinhou Carlos Arroz, acrescentando que "é muito difícil" trabalhar com uma equipa reduzida num serviço de urgências de um hospital central que concentra um terço da população de Lisboa, o concelho de Oeiras e ainda alguns doentes de Cascais. "Só no Serviço de Observações (SO) existem cerca de 40 a 50 doentes. Um médico não consegue ver uma vez em 12 horas todos os doentes", sustentou.

Carlos Arroz sublinhou que a Ordem do Médicos determina que deve estar um médico em cada balcão (homem/mulher) na admissão de doentes, dois médicos no SO e um na reanimação. "Neste momento, estes requisitos não estão a ser cumpridos" na urgência do São Francisco Xavier, assegurada por seis equipas médicas, frisou Carlos Arroz.

A área de influência do Hospital São Francisco Xavier, que presta cuidados de saúde diferenciados a uma população de cerca de 934.723 habitantes, é constituída pelas freguesias de São Francisco Xavier, Santa Maria de Belém, Ajuda, Alcântara e Santo Condestável, do concelho de Lisboa, todo o concelho de Oeiras, para cuja população é o hospital de primeira linha, e ainda todo o concelho de Cascais para a área de Saúde Mental. É ainda o hospital central de referência do Centro Hospitalar Condes Castro Guimarães, para a prestação de cuidados de saúde referenciados, e para o Hospital Dr. Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) para o trauma complicado.

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Pinto da Costa

Se calhar foi por o Pinto da Costa ter ido à concorrência...

manel

15.04.2008 18:30

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