A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) considera que o novo estatuto profissional da PSP causou um “grande descontentamento” aos chefes da Polícia devido às dificuldades em progredirem na carreira.
Para debater as consequências do novo estatuto, que entrou em vigor a 1 de Janeiro deste ano, e os reflexos “prejudicais” para o desempenho do serviço, a ASPP promove hoje um Encontro Nacional de Chefes, em Lisboa.
O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse que o novo estatuto veio criar “dificuldades na progressão da carreira” e não contempla a experiência profissional dos chefes.
Paulo Rodrigues adiantou que com o novo estatuto só os chefes com 20 ou mais anos na categoria de chefe é que podem concorrer ao posto seguinte, o que “cria dificuldades”.
O sindicalista disse, também, que estes concursos estão sujeitos à existência de dinheiro, o que “condiciona a progressão porque raramente há verba”.
Outro dos motivos de “descontentamento” é porque “muitos dos chefes que estavam no topo da categoria antes da entrada em vigor do novo estatuto estão agora colocados no início da categoria de chefe”, afirmou, justificando com a extinção da categoria de subchefe e criação de chefe principal.
Paulo Rodrigues acrescentou que o encontro tem também como objectivo determinar até que ponto os chefes da PSP estão dispostos a desenvolver “uma luta que possa beneficiar a categoria mas também a própria instituição da PSP”.
Segundo a ASPP, existem cerca de três mil chefes na Polícia de Segurança Pública (PSP).
Depois do encontro dos chefes, a ASPP vai promover uma iniciativa semelhante, a 22 de Junho, no Porto, com os oficiais da PSP.


