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Novo estatuto profissional e graduações continuam a fazer aumentar a tensão

Chefes da PSP dizem que o MAI os trata como imbecis e que só defende os oficiais

08.06.2010 - 10:07 Por José Bento Amaro

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Actualmente existem cerca de 3000 chefes na PSP Actualmente existem cerca de 3000 chefes na PSP (Rui Gaudêncio)
A classe de oficiais da PSP tem actualmente o triplo dos postos que as classes de agentes e chefes. De acordo com o Sindicato Nacional da Carreira de Chefes (SNCC), os oficiais têm seis postos, enquanto os chefes e os agentes possuem, cada qual, dois postos. O sindicato diz que tal disparidade é culpa do ministro da Administração Interna, que aprovou um estatuto profissional que promove os que mais ganham e “trata como imbecis os que coordenam e desenvolvem no terreno toda a actividade operacional”.

O SNCC diz também que o director nacional daquela polícia, superintendente chefe Oliveira Pereira, é “apenas director nacional de uma minoria privilegiada e sempre protegida”, responsabilizando-o pela insatisfação interna resultante de algumas medidas que permitiram a graduação de oficiais mas mantiveram chefes e agentes nas mesmas categorias profissionais e quase impossibilitados de progredir.

Num comunicado chegado ao PÚBLICO, a direcção do SNCC considera que o principal motivo causador da actual insatisfação, a qual tem vindo a estar na origem de diversas acções de protesto, é o novo estatuto profissional. É “mal elaborado, injusto e causador de grandes clivagens” dizem os polícias, salientado que o documento em causa indiciava “que o futuro profissional das classes de chefes e agentes da PSP seria hipotecado em favor de auspiciosas e resplandecentes carreiras dos oficiais de polícia”.

Os sindicalistas, salientando sempre o facto de estar em curso uma vaga de graduações na PSP que já fez com que mais de duas centenas de oficiais tenham sido colocados em postos que, em alguns casos, estão hierarquicamente dois patamares acima do cargo que ocupavam, culpam ainda o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, porque “ignorou o contributo dos que construíram o seu percurso profissional com base no saber ser e saber estar”.

Rui Pereira é apontado como responsável por ter permitido que o director nacional da PSP, superintendente chefe Oliveira Pereira, tenha permitido que o novo estatuto profissional fosse elaborado “por cinco ou seis elementos provindos do Instituto da Polícia (formação de oficiais)”, os quais, alegadamente, prepararam um documento com “graves incongruências, injustiças e inaplicabilidades”.

Especificando algumas das suas acusações, os dirigentes do SNCC dizem que “na carreira base, ou seja da oriunda da escola de agentes, só é possível a progressão até ao posto de subintendente, contudo foram efectuadas nomeações ao posto de intendente”.

“Não tendo sido possível através do recrutamento excepcional promover todos os oficiais, a Direcção Nacional chamou a si o artigo 63º do ora Estatuto da PSP, para graduar dentro da classe de oficiais quem bem entendeu. Em alguns serviços graduou comissários em intendentes para o desempenho das mesmas funções que até então desempenhavam e continuam a desempenhar”, acusam ainda os dirigentes sindicais, referindo que em serviços como as Divisões ou os Núcleos há intendentes a desempenhar os postos de comandantes mas, por outro lado, não existem postos intermédios, que deveriam ser ocupados por subintendentes e comissários.

Actualmente existem cerca de 3000 chefes na PSP, sendo que o total do efectivo desta força policial ronda os 24 milhares.

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Chegou a hora!

Está na hora do povo se revoltar contra este sistema podre e falhado!!!!!

nibiru

08.06.2010 18:18

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