Saúde

Cerca de 200 enfermeiros e alunos debatem novos papéis da profissão

28.04.2010 - 08:15 Por Lusa

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Este é já o sexto encontro que se realiza Este é já o sexto encontro que se realiza (Rui Gaudêncio (arquivo))
Duzentos enfermeiros e alunos de enfermagem de Portugal e Espanha vão debater a partir de hoje e até sexta-feira os novos papéis da profissão durante o VI Congresso Luso-Espanhol de Enfermagem, em Castelo Branco.

“Cada vez mais têm que ser os cidadãos os primeiros a cuidar da saúde e o enfermeiro tem um papel fundamental na sensibilização”, destaca João Ventura, da organização, a cargo do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e da Universidade da Extremadura (UEx). “Os enfermeiros são quem mais tempo passa com os utentes e as respectivas famílias, junto dos quais deve promover comportamentos saudáveis, tanto a nível familiar como profissional”, sublinha.

Essas tarefas estão subjacentes ao tema “Repensar a Enfermagem”, que dá título ao congresso anual que hoje arranca e que se realiza há seis edições consecutivas, alternadamente em Castelo Branco e Plasência (Espanha). Para hoje estão agendadas oficinas de trabalho sobre “Emergência Pré-hospitalar”, “Cuidados de Emergência na Água” e “Higiene Cirúrgica das Mãos”, entre outros temas, nas instalações da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias.

As sessões de amanhã e sexta vão decorrer no Auditório da Escola Superior Agrária com conferências, mesas redondas e comunicações livres, onde, para além do tema principal (“Repensar a Enfermagem”), serão discutidos os temas: “Prática Baseada na Evidência em Enfermagem”, “Segurança no Doente”, “Cuidados Paliativos: presente e futuro” ou “Qualidade Assistencial”.

A ligação entre alunos de enfermagem portugueses e espanhóis da Beira Baixa e Extremadura resulta de um protocolo de cooperação assinado entre o IPCB e a UEx. “Desde cedo houve um relacionamento próximo entre as escolas de Castelo Branco e da Extremadura espanhola”, explica João Ventura.

A mobilidade ao nível de licenciaturas e pós-graduações, no quadro da qual alunos de um lado e outro atravessam a fronteira para realizarem os seus estudos, “levou depois à criação do congresso, para enfermeiros e alunos de enfermagem divulgarem experiências, estudos ou trabalhos”, concluiu.

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