Centenas de pessoas participaram hoje, em Matosinhos, no funeral de Mário Castanho, 53 anos, um dos três pescadores mortos na sexta-feira no naufrágio do barco pesqueiro “Rosamar”, na costa da Galiza.
Além dos familiares e amigos, entre os quais dois dos sobreviventes do mesmo acidente, o cortejo fúnebre integrou também muitos pescadores, o armador do barco naufragado, o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, o seu antecessor, Narciso Miranda, o presidente da junta de freguesia local, António Parada e dirigentes sindicais.
Na missa de corpo presente, o padre Monteiro Mendes apelou à família para que, “num momento doloroso e difícil” como o que atravessa, não perca a fé, porque “a fé os ajudará a continuar a viver”. “É neste momento que a fé se torna o maior desafio para cada um de vós”, disse o pároco de Matosinhos.
Três portugueses mortos e um desaparecido
A tripulação do pesqueiro “Rosamar” era composta por treze pescadores, oito portugueses e cinco indonésios. Registada em Leixões e propriedade de um armador espanhol, a embarcação naufragou na sexta-feira a 24 milhas a norte de Burela, na costa da Galiza.
O Serviço de Salvamento Marítimo resgatou sexta-feira cinco sobreviventes – quatro portugueses e um indonésio – e ainda os corpos de outros três portugueses.
As vítimas mortais são José Graça e Silva, das Caxinas, Vila do Conde, José Manuel Tomé, da Gala, Figueira da Foz, e o mestre da embarcação, Mário Castanho, de Matosinhos. Entre os desaparecidos encontram-se um pescador português, de Leça da Palmeira, Matosinhos, e quatro indonésios.
Segundo testemunhos dos sobreviventes, o naufrágio terá sido causado por um cabo da aparelhagem do barco que se prendeu no fundo do mar, funcionando como uma âncora.
Nesse momento, o barco foi varrido por ondas de seis metros, entrando água pela popa, o que fez o pesqueiro virar e afundar-se “em um minuto”, de acordo com os mesmos relatos.
Notícia corrigida às 19h43


