• O melhor e o pior da passadeira vermelha
  • Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade
  • Kiev, a porta de entrada da Ucrânia

Viseu

Centenas de ovelhas mortas na serra de São Pedro do Sul, lobos ou cães são os suspeitos

17.08.2011 - 14:40 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  4 votos 
Mais de uma centena de ovelhas apareceram mortas na manhã de terça-feira em São Pedro do Sul com ferimentos semelhantes aos provocados por ataques de cães ou lobos.

A GNR foi alertada para a matança e, segundo adiantou à Lusa o tenente-coronel Paulo Fernandes, das relações públicas do comando distrital de Viseu, verificou a existência de dezenas de animais mortos e outros com ferimentos.

O oficial nota que “algumas das carcaças apresentavam já sinais de decomposição enquanto outras eram mortes recentes”, de animais pertencentes a um rebanho com cerca de 190 ovelhas das quais cerca de 120 foram mortas e outras feridas.

O proprietário do rebanho, que se encontrava confinado a uma área de cerca de quatro hectares em São Pedro do Sul, admitiu à rádio no ar, de Viseu, que os sinais existentes apontam para ataque de canídeos, sendo os suspeitos as alcateias de lobos ou matilhas de cães.

Para o biólogo Gonçalo Brotas, que trabalha na área da protecção do lobo ibérico, cuja espécie tem alcateias confirmadas nas serras da região, a existência de vários animais mortos sem aproveitamento para a alimentação do predador “não é um comportamento típico do lobo”.

No entanto, Gonçalo Brotas sinaliza à Lusa que o facto de as ovelhas estarem confinadas a uma cerca pode levar a alterações no comportamento típico das alcateias.

Mas entende que “só uma análise especializada pode determinar se se trata de ataque de lobos ou cães assilvestrados”, adiantando que “neste momento já há análises ao ADN que dão segurança à conclusão”.

Para já as autoridades municipais de saúde animal foram inteiradas da situação e, segundo o tenente-coronel Fernandes, da GNR de Viseu, “a prioridade é, depois das análises necessárias, proceder ao tratamento das carcaças” que devem enterradas ou incineradas em local próprio.

“Este procedimento passa por um acompanhamento de proximidade e, se se verificar necessário, serão chamados elementos do serviço de protecção da natureza da GNR para garantir que a saúde pública não é posta em causa”, aponta o oficial da guarda à Lusa.

O oficial admite que este é um caso que “atípico” até porque, como sublinha, “há vários meses, ou mesmo anos, que não havia conhecimento de ataques com esta dimensão” e, no correr da frase, frisa que, “para já, a GNR não tirou conclusão alguma deste episódio”.

Estatísticas

  • 21 leitores
  • 3 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1507983

Comentário + votado

Não é bem assim.....

Um cão tanto persegue uma bola como uma ovelha ou uma pessoa. As probabilidades de um lobo adulto, ...

Vasco

17.08.2011 17:05

X

Mais em Sociedade (9 de 16 artigos)

Crianças brincam cada vez mais isoladas Crianças brincam mais nos quartos e socializam menos