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Portas diz que “maioria absoluta, jamais”

CDS-PP apela ao voto por SMS para ficar à frente da esquerda

24.09.2009 - 07:20 Por Sofia Rodrigues

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A mensagem será enviada esta quinta-feira a 20 mil militantes ou simpatizantes do partido A mensagem será enviada esta quinta-feira a 20 mil militantes ou simpatizantes do partido (Nelson Garrido (arquivo))
O CDS-PP vai enviar um SMS de apelo directo ao voto para se tornar a terceira força política. “Ajude-nos a ficar à frente do Bloco de Esquerda e do PC. Nacionalizações, aumento de impostos e ataque às poupanças dão cabo da economia. Assim não se gera confiança nem emprego. O CDS tem de ser a terceira força!”, lê-se na mensagem escrita, assinada por PP (Paulo Portas), e que será enviada esta quinta-feira a 20 mil militantes ou simpatizantes do partido.

No final do texto, é pedido ao destinatário para reenviar o sms a mais 20 pessoas. O anúncio da operação de propaganda foi feito ontem à noite por Paulo Portas, durante um jantar-comício em Setúbal, onde o líder centrista começou por atacar as aspirações socialistas. “Maioria absoluta de um só partido, jamais!”, gracejou Portas, numa alusão à frase do ministro das Obras Públicas sobre a localização do novo aeroporto. “Lembram-se que para o Governo socialista na margem sul não viviam pessoas quando muito viviam camelos”, referiu.

O ataque à extrema-esquerda marcou também o discurso da noite de Paulo Portas. “A extrema-esquerda quer atacar, sonegar, retirar os benefícios do IRS da classe média com as despesas de educação e saúde”, lembrando uma das propostas do Bloco de Esquerda sobre impostos. “Até querem tributar os telemóveis”, acrescentou. Portas recordou ainda o fim dos Planos Poupança Reforma proposto pelo BE, considerando que essa medida “elimina o direito legítimo de ter títulos”.

Num distrito onde as estatísticas da criminalidade são elevadas, o líder centrista voltou a defender medidas mais apertadas na justiça para evitar a reincidência dos delinquentes, sob pena de se cair no “solta, apanha, solta, apanha”. “Basta de impunidade!”, frisou.

No final da intervenção, Portas reagiu à promulgação da lei de execução de penas pelo Presidente da República. “Se me derem força, revogo”, disse o líder centrista. "A lei tem uma norma "muito perigosa": um sujeito condenado por um crime pode sair [saída precária] da cadeia ao fim de um quarto da pena", justificou.

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