Médico que analisou Leonor Cipriano será ouvido hoje

Caso Joana: Audição de testemunhas prossegue hoje no Tribunal de Faro

04.11.2008 - 12:28 Por Lusa

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Leonor Cipriano não consegue identificar os agressores Leonor Cipriano não consegue identificar os agressores (Nuno Jesus (arquivo))
O Tribunal de Faro vai ouvir hoje como testemunha o médico que observou as lesões físicas que Leonor Cipriano apresentou na sequência do interrogatório por inspectores da PJ no âmbito do desaparecimento da filha Joana. O advogado de quatro dos cinco inspectores e ex-inspectores da Polícia Judiciária (PJ) arguidos no processo, António Pragal Colaço, disse à Agência Lusa que o médico foi "o único que observou Leonor Cipriano" na altura. Leonor Cipriano, mãe de Joana, que alega ter sido torturada mas não consegue identificar os supostos autores, prossegue hoje no Tribunal de Faro.

O clínico já foi ouvido sobre o exame que fez a Leonor Cipriano ao ser inquirido pelo Departamento Disciplinar da PJ, depoimento que já consta dos autos do processo.

A última sessão do julgamento ficou marcada pelo depoimento de um dos guardas prisionais da cadeia de Odemira, onde Leonor Cipriano cumpre pena, que admitiu que a directora do estabelecimento lhe terá sugerido para alterar o relatório onde eram descritas as lesões.

Na sequência destas declarações, o advogado de defesa de quatro dos cinco arguidos, António Pragal Colaço, afirmou que iria avançar com uma queixa-crime contra a directora da prisão e pediu para que fosse extraída a certidão do depoimento daquele guarda prisional.

Na segunda sessão do julgamento, o advogado de Gonçalo Amaral disse também querer avançar com um processo-crime contra o advogado de defesa de Leonor Cipriano e, por seu turno, o advogado da mãe de Joana quer processar o ex-inspector por falsas declarações.

O depoimento de Leonor Cipriano preencheu toda a primeira sessão do julgamento e parte da segunda, realizada na passada quarta-feira, dia em que começaram a ser ouvidas as testemunhas, que deverão hoje continuar a prestar declarações ao tribunal.

O "caso Joana" remonta a 12 de Setembro de 2004, dia em que a menina, então com oito anos, desapareceu da aldeia de Figueira, Portimão, tendo a mãe e o tio sido condenados a uma pena de 16 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Antes de estar a cumprir pena na prisão de Odemira, a mãe de Joana esteve presa preventivamente e foi inquirida diversas vezes por inspectores na Directoria de Faro da PJ.

As acusações do Ministério Público contra os inspectores surgiram na sequência desses interrogatórios, em que Leonor Cipriano alega ter sido agredida.

Três dos cinco inspectores são acusados de crime de tortura, um é acusado de não ter prestado auxílio e de omissão de denúncia e um quinto é acusado de falsificação de documento.

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Escadas?

Eu ja cai algumas vezes de escadas abaixo, por exemplo, quando vou buscar lenha, ou p^or roupa a ...

Ana

04.11.2008 13:22

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