Diligências ordenadas pelos magistrados do MP diz DCIAP

Caso Freeport: carta das autoridades inglesas não originou buscas de ontem

23.01.2009 - 19:10 Por Lusa

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O DCIAP recebeu uma carta rogatória das autoridades inglesas O DCIAP recebeu uma carta rogatória das autoridades inglesas (Rui Gaudêncio (arquivo))
O Departamento Central de Investigação e Acção Penal confirmou hoje ter recebido uma carta rogatória das autoridades inglesas no âmbito do caso Freeport. No entanto, a entidade explicou que a carta não está na origem das buscas efectuadas ontem e acrescenta que “até agora” não há arguidos.

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) recebeu uma "carta rogatória" das autoridades inglesas que nada tem a ver com as buscas efectuadas ontem.

O DCIAP explicou que as diligências foram "ordenadas" pelos magistrados do Ministério Público. Durante o dia de ontem foram feitas buscas ao escritório de advogados Vieira de Almeida, que representa o Freeport em Portugal, ao ateliê do arquitecto responsável pelo espaço comercial da empresa e à casa de um tio materno de José Sócrates.

O processo relativo ao espaço comercial Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002, através de um decreto-lei.

O caso foi tornado público em Fevereiro de 2005, quando "O Independente", a escassos dias das eleições legislativas, divulgou um documento que alegava ser da Polícia Judiciária (PJ) e mencionava José Sócrates, então líder da oposição, como um dos suspeitos, por alegadamente ter sido um dos subscritores daquele decreto-lei quando era ministro do Ambiente.

Posteriormente, a PJ e a Procuradoria-Geral da República (PGR) negaram qualquer envolvimento do então candidato a primeiro-ministro. Em Setembro passado, o processo do Freeport passou do Tribunal do Montijo para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

Já este ano, a 10 e 17 de Janeiro, o Ministério Público emitiu comunicados onde esclarecia que, até àquele momento, não havia indícios do envolvimento de qualquer ministro português, do actual Governo ou de anteriores, em eventuais crimes de corrupção relacionados como o caso.

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Será verdade?????

Será verdade, ou são eleições? Ainda acredito no 1º Ministro.Os ingleses têm as provas?Um CD com ...

JSantos

25.01.2009 19:22

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