• Energia de bicicletas para o DJ tocar
  • Já cheira a Verão
  • Do Brasil a Portugal vão 6764.257 km de ilustração

Declarações do presidente do Sindicato dos Magistrados

Caso Freeport: Cândida Almeida acusada de estar “confundida” com o que se está a passar

02.04.2009 - 20:58

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Cândida Almeida criticar o Sindicato dos Magistrados por ter denunciado publicamente alegadas pressões Cândida Almeida criticar o Sindicato dos Magistrados por ter denunciado publicamente alegadas pressões (Pedro Cunha (arquivo))
O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público considerou hoje que a directora do departamento do Ministério Público que investiga o caso Freeport, Cândida Almeida, "estará algo confundida com tudo o que se está a passar".

“Parece-me que Cândida Almeida estará algo confundida com tudo o que se está a passar. A estima pessoal que tenho por ela impede-me de prestar, por ora, outros esclarecimentos”, referiu João Palma, ao comentar recentes declarações da directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) num programa da Rádio Renascença.

No programa Edição da Noite, Cândida Almeida garantiu que “não há pressões de maneira nenhuma” no caso Freeport, até porque “os magistrados do Ministério Público que lá estão são procuradores, o que significa que são de uma categoria intermédia, com muitos anos de serviço e com nota de mérito”. “Portanto, estão habituados”, acrescentou a procuradora-geral adjunta.

A directora do DCIAP aproveitou a ocasião para criticar a actuação do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), que denunciou publicamente alegadas pressões “em vez de ter pedido uma audiência ao procurador-geral da República”, Pinto Monteiro, que é “o órgão máximo responsável pelo Ministério Público”.

“Sou uma seguidora da lista vencedora [no SMMP], mas acho que aí actuaram mal. Se entendem que houve pressões, deveriam pedir directamente ao procurador-geral uma reunião de urgência, esse era o caminho normal”, afirmou Cândida Almeida, para quem o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), que se reúne amanhã, seria o “local certo” e com “legitimidade política e democrática” para abordar estas questões.

As denúncias de alegadas pressões sobre os dois procuradores titulares do inquérito ao caso Freeport, Paes Faria e Vítor Magalhães, levaram quarta-feira o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, a reunir-se com estes dois magistrados e com o presidente do Eurojust, o procurador-geral adjunto Lopes da Mota, que já negou publicamente ter exercido qualquer pressão sobre os colegas. Nessa reunião participou também a directora do DCIAP.

A investigação do “caso Freeport” está a cargo do DCIAP, estrutura do Ministério Público que investiga a criminalidade mais grave, complexa e sofisticada.

O processo relativo ao centro comercial Freeport de Alcochete está relacionado com alegadas suspeitas de corrupção no licenciamento daquele espaço, em 2002, quando o actual primeiro-ministro, José Sócrates, era ministro do Ambiente.

Estatísticas

  • 8 leitores
  • 155 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1372361

Comentário + votado

Pior que Itália

Está instalado em Portugal algo bem pior que a Méfia napolitana. Mentirosos, falsos licenciados, ...

REVOLTADO

04.04.2009 15:09