• "O que há de novo no amor?": este filme é um milagre
  • Passo-a-passo para preparar um rolo de sushi
  • A cozinha coreana chegou de carrinha a Lisboa

Juíza autorizou criança a regressar a casa

Caso Esmeralda: menor recebida por multidão à porta do Tribunal da Sertã recusa-se a visitar pai biológico

04.04.2008 - 17:44 Por Lusa, PÚBLICO

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Apesar do pedido de protecção policial que interpôs, Baltazar Nunes foi recebido na Sertã com insultos Apesar do pedido de protecção policial que interpôs, Baltazar Nunes foi recebido na Sertã com insultos (Enric Vives-Rubio (arquivo))
Esmeralda Porto não se encontrou esta tarde com o pai biológico, Baltazar Nunes, como estava previsto, apesar da ordem judicial para o encontro. À porta do Tribunal da Sertã, onde se juntaram jornalistas e várias pessoas, a menor recusou-se a sair da viatura dos pais adoptantes, que a entregavam hoje, pela primeira vez, ao progenitor.

Apesar da intervenção da técnica do Instituto de Reinserção Social, que propôs a Esmeralda para se encontrar com o pai no interior do tribunal, a criança recusou-se a fazê-lo. Perante a insistência da menor, Luís Gomes e Adelina Lagarto, casal que acolhe a criança desde os três meses, pediram à juíza responsável pelo processo para que fosse autorizado o regresso de Esmeralda a casa, em Torres Novas.

A magistrada acedeu e a menor abandonou o local, sem que tenha ocorrido aquela que seria a primeira visita de Esmeralda ao pai biológico, na residência deste.

Baltazar Nunes, recebido por insultos de pessoas que cercaram o tribunal, apesar do pedido de protecção policial que interpôs, acabou por sair da Sertã, cerca das 16h00, sem a filha.

Luís Gomes e Adelina Lagarto, casal a quem a mãe biológica de Esmeralda entregou a criança aos três meses, estão envolvidos numa batalha judicial com Baltazar Nunes pela guarda da menor, afora com seis anos. Após um processo oficial de averiguação de paternidade, o pai biológico perfilhou a filha quando ela tinha um ano e desde então tem disputado a sua guarda com o casal de Torres Novas.

Luís Gomes e Adelina Lagarto encontram-se, neste momento, sem defesa, depois da sua advogada Sara Cabeleira ter informado o tribunal que vai deixar de os representar. As razões que levaram a causídica a abandonar este processo e a defesa de Adelina Lagarto no processo-crime de sequestro e subtracção de menor não são conhecidas.

Fonte ligada ao casal indicou à Lusa que Luís Gomes e Adelina Lagarto tentam agora obter o patrocínio de algum advogado ligado ao movimento de juristas que promoveu o “habeas corpus” para tentar libertar o pai adoptante da prisão, mas até ao momento os contactos foram infrutíferos.

Até quinta-feira, o casal terá de constituir um advogado, já que nesse dia terá lugar uma nova conferência de partes, exactamente um ano depois de uma primeira tentativa para regular a entrega da menor, sem sucesso.

Estatísticas

  • 232 leitores
  • 119 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1324824

Comentário + votado

PRECONCEITO

Não era para colocar qualquer comentário, mas, depois de ler o que o anónimi do porto ( não tem ...

Rosário Marujo

23.04.2008 14:00

X

Mais em Sociedade (16 de 17 artigos)

O número de crimes com crianças com menos de cinco anos tem vindo sempre a aumentar desde 2003 até 2007, num total de 628 Crimes sexuais triplicaram em Portugal entre 2002 e 2007