O processo de pedofilia da Casa Pia, que decorre há mais de quatro anos, recomeça hoje no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, com a 418ª sessão, onde a defesa do arguido Manuel Abrantes deverá concluir as suas alegações finais.
Interrompido na quadra natalícia e Ano Novo, o recomeço servirá para o advogado do ex-provedor adjunto da instituição Manuel Abrantes concluir as suas alegações finais, que já disse terem como "único objectivo" a absolvição do seu cliente, que está acusado de 51 crimes e a quem o Ministério Público deu como provados 16, 15 deles por abuso sexual de alunos casapianos.
Ao contrário, o procurador João Aibéo já pediu a condenação de Abrantes e dos outros seis arguidos a penas de prisão efectiva, dando como provados crimes de abuso sexual a todos eles e de fomento de prostituição a Gertrudes Nunes, proprietária de uma casa em Elvas onde terão sido violadas crianças da Casa Pia de Lisboa.
Depois do advogado Paulo Sá e Cunha alegar, segue-se na terça-feira o defensor do diplomata Jorge Ritto e nos dias seguintes será a vez de fazerem as alegações os advogados dos restantes quatro arguidos: o apresentador de televisão Carlos Cruz, o médico Ferreira Diniz, o advogado Hugo Marçal e Gertrudes Nunes.
Desconhece-se ainda quando poderá ser lido o acórdão do tribunal colectivo que irá decidir se os réus serão condenados ou absolvidos, tanto mais que há uma série de requerimentos a aguardar decisão da juíza-presidente que poderão continuar a prolongar o processo no tempo.


