Os pais de Madeleine McCann, Kate e Gerry, vão processar o antigo inspector da Polícia Judiciária, Gonçalo Amaral, pelos danos morais causados com a publicação do livro “Maddie, a verdade da mentira”, lançado hoje em Lisboa.
De acordo com a notícia avançada pelo site da SIC os pais da menina inglesa estão também a analisar vários órgãos de comunicação social portugueses que podem, também, vir a ser processados.
O ex-coordenador da investigação do desaparecimento de Madeleine no Algarve sustenta que a criança inglesa morreu no apartamento onde passava férias com os pais, que diz serem suspeitos de ocultar o cadáver depois de um "trágico acidente". Ao longo de cerca de 200 páginas, o investigador que dirigiu o departamento de Portimão da PJ, que abrange a Vila da Luz, Lagos, donde desapareceu há um ano e dois meses a criança, com quatro anos na altura, apresenta a sua versão sobre o caso, arquivado na segunda-feira passada pelo Ministério Público.
Afastado do processo ainda durante a investigação, que seria inconclusiva e ditou o arquivamento, Gonçalo Amaral, 48 anos, defende que houve uma simulação de rapto da criança e considera existirem indícios de negligência na guarda e segurança dos filhos por parte dos pais, Kate e Gerry McCann, ao deixarem sozinhos no apartamento Madeleine e os dois irmãos gémeos, na altura com cerca de dois anos. Gonçalo Amaral revela, ainda, que os investigadores da PJ chegaram a pensar que Kate estaria disposta a revelar, de forma indirecta, a eventual localização do corpo da filha, cuja morte passou a admitir um mês depois do desaparecimento.
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