Casal McCann em Portugal para encontrar "estratégia que permita maximizar a procura" de Maddie

23.09.2009 - 19:52
Kate e Gerry McCann afirmaram hoje em Lisboa que voltaram a Portugal para "encontrar novas pistas e uma estratégia que permita maximizar a procura" da sua filha Madeleine, que desapareceu há mais de dois anos no Algarve.
"É um dia muito importante para nós e para a procura de Madeleine. Isto pode ser um ponto de viragem na busca e nós estamos dispostos a fazer o que for preciso para continua a procurar a nossa filha", disse Kate McCann, que falou aos jornalistas, juntamente com o marido, Gerry, numa conferência de imprensa num hotel de Lisboa.
O casal McCann, que hoje chegou a Portugal, começou por lembrar que houve dois processos judiciais que concluíram que "não há evidências de que Maddie esteja morta ou que nós estejamos, de alguma maneira, implicados na sua morte".
Os pais de Madeleine, que se reuniram hoje de manhã com os seus advogados em Portugal, salientaram a importância de seguir todas as pistas "que possam apontar para o desaparecimento de Maddie" e quiseram transmitir às pessoas que "ainda existe uma possibilidade dela estar viva".
Rogério Alves, um dos advogados do casal McCann, observou que "do ponto de vista jurídico a visita não representa nada", explicando tratar-se "apenas de um acto de contacto normal entre um casal e os dvogados que defendem os seus interesses".
Rogério Alves lembrou que, apesar de "o processo estar arquivado, o assunto não está", realçando que "só estará quando Kate e Gery encontrarem a sua filha".
Questionado pelos jornalistas sobre os assuntos abordados no encontro de hoje, limitou-se a responder de forma genérica, explicando que o encontro se destinou a perceber "o que é possível fazer, do ponto de vista legal, para que as buscas sejam implementadas, vivificadas e qual a melhor maneira de o fazer".
Quanto à proibição da venda do livro "A Verdade da Mentira", da autoria do ex-inspector da Polícia Judiciária (PJ) Gonçalo Amaral, o casal foi parco nas palavras.
"Não estamos aqui para falar sobre as questões judiciais ou outros aspectos legais. O mais importante é a procura de Madeleine. Mas se as pessoas prejudicam esta procura não podemos ficar quietos", respondeu Kate.
O Tribunal Cível de Lisboa proibiu a venda do livro “A Verdade da Mentira” sobre o desaparecimento de Madeleine McCann, da autoria do ex-inspector da PJ Gonçalo Amaral, e ordenou a retirada dos exemplares disponíveis no mercado.
A decisão do tribunal foi o resultado de um procedimento cautelar instaurado contra o ex-inspector e as editoras para impedir a continuação da divulgação do livro e do vídeo nele baseado, assim como das teses neles difundidas que apontam para um envolvimento dos pais no desparecimento da criança.
A advogada Isabel Duarte, que trata das questões cíveis do casal, adiantou aos jornalistas que estão a ser feitas "diversas diligências relacionadas com o problema do livro, vídeo e entrevistas" do ex-inspector da PJ, que defende que Madeleine possa estar morta ou que os pais podem estar envolvidos no seu desaparecimento.
A advogada referiu que há uma decisão "que se aplica ao cidadão Gonçalo Amaral que o proíbe, em Portugal ou noutra parte do mundo, de prestar quaisquer declarações que defendam essas teses".
Se o fizer, terá de pagar mil euros à família por cada declaração que profira, acrescentou.
Madeleine McCann desapareceu em 3 de Maio de 2007, quando tinha três anos de idade, do quarto de um apartamento num aldeamento turístico na Praia da Luz, concelho de Lagos, no Algarve, onde se encontrava a passar férias com os pais e os dois irmãos, desconhecendo-se até hoje o que aconteceu à criança.

