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Aumento de casos é razão desta iniciativa

Casa-abrigo para mulheres vítimas de violência abre este ano em Fátima

26.02.2009 - 11:36 Por Lusa

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Há um aumento de casos de violência doméstica, denunciam as entidades competentes de Ourém Há um aumento de casos de violência doméstica, denunciam as entidades competentes de Ourém (Carla Carvalho Tomás (arquivo))
Uma casa-abrigo para mulheres vítimas de violência vai abrir este ano na freguesia de Fátima, revelou hoje à agência Lusa a presidente da Associação Centro de Dia da Freguesia de Fátima, Teresa França.

A responsável, que integra a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo do concelho de Ourém em representação das instituições particulares de solidariedade social sem acolhimento, explicou que a ideia de criar uma casa-abrigo surgiu da constatação de que "existe um aumento de casos de violência sobre as mulheres".

Teresa França referiu ainda relatos que chegam à comissão em que a violência no seio familiar atinge também crianças.

Por outro lado, a dirigente acrescentou que "a inexistência de um apoio destes no distrito" de Santarém motivou a associação a avançar com a criação desta estrutura.

"Vamos começar por arrendar uma moradia, em local da freguesia de Fátima que não vamos revelar", declarou Teresa França, adiantando que o espaço terá capacidade para um total de 15 utentes, número que será objecto de um protocolo a celebrar com o Centro Distrital de Segurança Social.

"Ao nível dos utentes, estamos a falar de mulheres, mas também dos seus filhos menores", esclareceu a presidente da Associação Centro de Dia da Freguesia de Fátima.

Segundo Teresa França, a casa-abrigo vai funcionar como um centro de acolhimento temporário, prevendo-se uma estadia máxima dos utentes de seis meses.

"Durante esse período, espera-se que as mulheres organizem a sua vida, quer do ponto de vista psicológico e físico, mas também ao nível do emprego", disse a responsável, assegurando que nesses meses as crianças vão poder frequentar estabelecimentos de ensino da freguesia de Fátima.

Teresa França afirmou que, na eventualidade das vítimas não conseguirem refazer a sua vida naquele período, a estadia será prolongada.

Para já, a associação vai avançar com pequenos arranjos na casa, estimando-se que a abertura da casa-abrigo decorra no segundo semestre deste ano.

Quanto aos funcionários, a nova valência vai aproveitar os recursos humanos da Associação Centro de Dia da Freguesia de Fátima, prevendo-se a contratação de uma psicóloga a meio tempo.

"Os custos não serão muito grandes, pois caberá às utentes a responsabilidade pelas tarefas domésticas", referiu ainda a presidente da associação.

O 2008, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima apoiou 383 pessoas residentes no distrito de Santarém. Destas, 23 tinham morada no concelho de Ourém.

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gostaria de saber???

essas mulheres ficas juntas no mesmo comodo ou cada mae com seus filhos?? como funciona

Anónimo

14.10.2010 18:46

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