Casa Pia: Paulo Pedroso negou ter tido competência directa sobre a instituição enquanto ministro

14.11.2007 - 14:50 Por Sara Capelo
O antigo deputado socialista e ex-ministro Paulo Pedroso, foi hoje de manhã ouvido em tribunal na qualidade de testemunha do Processo Casa Pia. E negou ter tido qualquer competência directa sobre a instituição enquanto exerceu o cargo de ministro da Segurança Social.
No tribunal de Monsanto, em Lisboa, Paulo Pedroso negou ter tido qualquer tipo de relação com os arguidos do processo: Carlos Cruz, Jorge Ritto, Ferreira Diniz, Hugo Marçal, Gertrudes Nunes e Carlos Silvino. Quanto a Manuel Abrantes, antigo vice-provedor da Casa Pia, Paulo Pedroso disse ao tribunal que o conhecia das “reuniões de trabalho no Ministério da Solidariedade Social, no meu tempo [de ministro] e no do doutor Ferro Rodrigues”.
A decisão da juíza que preside ao colectivo, Ana Peres, em ouvir Paulo Pedroso, foi tomada em Dezembro de 2005, depois de um pedido feito pelos advogados da Casa Pia. Estes justificaram então o pedido com o facto de Paulo Pedroso ter sido ministro com a tutela da Casa Pia, pelo que pretendiam saber se este, enquanto governante, alguma vez teve conhecimento de casos de pedofilia envolvendo alunos da instituição.
Mas, durante a sessão da manhã, Ricardo Sá Fernandes, advogado de Carlos Cruz, questionou Paulo Pedroso sobre o seu contacto directo com a instituição. Segundo Paulo Pedroso, enquanto secretário de estado do trabalho, do emprego e formação profissional e, mais tarde, ministro do trabalho e da solidariedade: “Nunca tive nenhuma competência directa com a Casa Pia”.
O interrogatório a Paulo Pedroso continua na sessão da tarde do julgamento.

