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Defesa volta a pedir absolvição do médico

Casa Pia: defesa de Ferreira Diniz acusa vítimas de se terem prostituído

21.01.2009 - 15:03 Por Lusa

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A defesa do arguido Ferreira Diniz acusou hoje os jovens que se dizem vítimas de abusos sexuais no processo Casa Pia de, ao contrário do que afirmaram em tribunal, terem mantido relações a troco de dinheiro.
O Ministério Público deu como provados 12 crimes de natureza sexual cometidos por Ferreira Diniz O Ministério Público deu como provados 12 crimes de natureza sexual cometidos por Ferreira Diniz (Rui Gaudêncio (arquivo))

Os menores, à altura dos factos, “envolveram-se em esquemas compatíveis com aquilo a que se chama prostituição”, alegou a advogada Maria João Costa, no seu terceiro dia de alegações finais, onde voltou a insistir na inocência do médico, acusado pelo Ministério Público de 12 crimes de natureza sexual.

As perícias revelaram que as testemunhas terão sido abusadas “até muito depois das datas em que disseram terem terminado os abusos”, acrescentou na sessão do Tribunal Criminal de Monsanto, Lisboa. Mas ao alegarem que foram abusados quando eram mais novos, os jovens “colocaram-se no estatuto de vítima, o que àquela altura no país era aceitável” e “cedo perceberam que esse papel podia ser aceite e não censurado” pela opinião pública, reforçou a advogada.

Maria João Costa disse ainda que os jovens estavam condicionados em tribunal pelas acusações que fizeram anteriormente aos arguidos e, para as manter, “não repuseram a verdade dos acontecimentos”, o que teria resultado na absolvição do seu cliente e restantes acusados.

“Esteve à beira de acontecer algumas vezes, mas havia um cordão de segurança à sua volta que o impedia”, afirmou, numa alusão à comunicação social, à própria Casa Pia, aos psicólogos que os acompanhavam e aos investigadores.

Realçou ainda que os jovens não falaram aos seus educadores e psicólogos dos abusos que lhes teriam sido infligidos pelos arguidos, mas referiram-se a outros ocorridos anteriormente.

Além do médico Ferreira Diniz, estão a ser julgados neste processo, que dura há mais de quatro anos, o ex-motorista da Casa Pia, Carlos Silvino, o apresentador de televisão Carlos Cruz, o embaixador Jorge Ritto, o advogado Hugo Marçal, o antigo provedor-adjunto da instituição Manuel Abrantes e Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde terão decorrido alguns dos abusos.

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Velha guarda tem Razão! Como é que as pessoas se esquecem que durante décadas, À frente de tooda a ...

Carlos

22.01.2009 11:39

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