A carrinha usada por Raymond Hewlett, apontado como suspeito pela imprensa britânica, vai ser cuidadosamente analisada para perceber se há algum vestígio ou pistas que possam indicar o que aconteceu a Maddie McCann.
De acordo com o jornal britânico "The Sun", o Dodge azul amolgado foi identificado pela polícia na Alemanha, onde Hewlett, de 64 anos, está a receber tratamento para combater um cancro. Detectives privados contactados pelo jornal acreditam que através de uma análise forense se podem encontrar provas ou vestígios cruciais sobre o desaparecimento da criança.
“Um simples cabelo ou uma fibra de tecido podem fornecer a informação pela qual todos estão desesperados”, diz um antigo detective com mais de 20 anos de experiência. Mas para isso será preciso passar o veículo a pente fino, nem que seja necessário desmontá-lo, avisam.
De acordo com o jornal "Sunday Mirror", uma testemunha contou que o ex-soldado Raymond Hewlett, cujo cadastro conta com diversas detenções por pedofilia, lhe admitiu ter estado muitas vezes junto dos apartamentos onde Madeleine McCann passava férias com a família na Praia da Luz. Nessa altura, Hewlett usava já a carrinha Dodge que ainda mantém.
Mas Hewlett, que vivia então em Tavira (a uma hora da Praia da Luz), também afirma que na hora em que a criança foi dada como desaparecida pelos pais, a 3 de Maio de 2007, estava a algumas dezenas de quilómetros de distância, embora se recuse a identificar a pessoa com quem estava então e que poderia confirmar o seu álibi. E garante que não matou a criança. Hewlett foi na altura interrogado pela polícia portuguesa.


