Carolina Salgado faltou hoje ao julgamento que a opõe, em seis processos, ao seu antigo companheiro Pinto da Costa, por se encontrar doente com gripe A, informou o seu advogado.
Na sessão desta manhã prestou depoimento o pai de Carolina, Joaquim Salgado, que relatou ter sido chamado depois das alegadas agressões de que aquela foi vítima por Pinto da Costa, presidente do FC Porto, e pelo motorista deste Afonso Ribeiro.
“Cheguei lá e o ambiente parecia de velório”, contou Joaquim Salagdo ao colectivo do tribunal de São João Novo. Explicou ainda que as duas irmãs Carolina e Ana se desentenderam no seguimento da constituição de uma sociedade e que Ana “fez terrorismo” com a família com “as histórias que tem contado”. Sobre Carolina, Joaquim Salgado referiu que “é amiga dos animais” e “não é invejosa”. “Carolina é ingénua em muitas coisas”, sublinhou.
O julgamento prossegue hoje a partir das 14:15 com o depoimento das jornalistas Felícia Cabrita e Fernanda Freitas e de Maria Balbina.
O colectivo agendou já mais uma sessão, a 11 de Dezembro, para terminar de ouvir as testemunhas convocadas, entre as quais Maria de Fátima Salgado, Leonor Pinhão, José Nunes e Jorge Vilas.
Neste julgamento o líder portista é arguido num dos seis processos que o opõem a Carolina Salgado, estando acusado de lhe desferir duas bofetadas a 06 de Abril de 2006. Os restantes cinco processos acusam Carolina Salgado de difamação a Pinto da Costa e Lourenço Pinto e de mandar incendiar os seus escritórios. Carolina Salgado é ainda acusada de ofensa à integridade física qualificada, na forma tentada, ao médico Fernando Povoas.


