"Carjacking": Rui Pereira diz que criação de novas equipas coincidiu com diminuição de crimes

21.07.2008 - 19:05 Por Lusa
O ministro da Administração Interna fez um balanço “muito positivo” dos primeiros meses de trabalho das equipas de combate ao “carjacking” da GNR e PSP, hoje apresentadas à comunicação social, realçando que desde a sua criação se registou uma diminuição deste tipo de crime.
Rui Pereira diz que “não seria completamente responsável” “estabelecer uma relação directa de causa e efeito entre o início da actividade destas equipas e a diminuição dos números”, mas sublinha que existe uma “coincidência” entre os dois momentos.
As novas equipas especializadas no combate ao roubo de automóveis com recurso a violência (carjacking) foram criadas em Maio e desde então estenderam a sua actividade aos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal, onde se registam 85 por cento deste tipo de crime.
Segundo dados do Gabinete Coordenador de Segurança, o crime de “carjacking” aumentou 55 por cento nos primeiros seis meses deste ano face a igual período de 2007 (307 para 198), mas nas últimas semanas ter-se-á registado uma ligeira de diminuição.
“Compartilho o balanço muito positivo que as forças de segurança fazem, porque durante este curto período que as equipas têm funcionado, na verdade, houve uma diminuição do ‘carjacking’”, acrescentou o ministro, sem revelar números.
O ministro disse que as equipas “pretendem constituir um elemento adicional de prevenção e repressão do fenómeno do carjacking”, funcionando como um “reforço do dispositivo normal de segurança”.
Rui Pereira destacou ainda que estas equipas têm valências de intervenção operacional e investigação criminal, grande mobilidade e estão dotadas dos meios considerados “mais adequados para responder ao fenómeno”.
Para o combate ao 'carjacking' a GNR criou Equipas de Intervenção Táctica (EIT) e Equipas de Análise . As primeiras integram militares da Companhia de Operações Especiais com competências específicas em intervenção táctica policial, que actuam apoiados por elementos do Dispositivo Territorial, da Investigação Criminal e da Brigada de Trânsito. As Equipas de Análise têm como objectivo a recolha de notícias e são compostas por militares da Estrutura de Investigação Criminal.
Com o mesmo objectivo a Polícia de Segurança Pública (PSP) criou as Equipas de Reacção Táctica Encoberta (ERTE), que integram elementos do Grupo de Operações Especiais (GOE), do Corpo de Segurança Pessoal (CSP) e elementos de investigação criminal. As equipas da PSP actuam “à civil” e em viaturas descaracterizadas.

