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Milhares de cartazes mostram importância da linguagem, numa acção financiada pelo Alto Comissariado da Saúde

Campanha “Conversar desde o berço” em todo o país

21.07.2009 - 19:00 Por Andrea Cunha Freitas

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As actividades com livros são uma das principais dicas da campanha nacional As actividades com livros são uma das principais dicas da campanha nacional (Nélson Garrido (arquivo))
Todos os centros de saúde, todos os hospitais, maternidades, creches e infantários do país vão poder conhecer um bebé de cabelo em bico na testa e com a letra B na mão. É a principal imagem do cartaz e panfleto do projecto “Conversar desde o berço” concebido pela equipa de pediatria de um centro de saúde do Porto e que amanhã é oficialmente lançado para todo o país. A acção que quer contribuir para a “Estimulação da Linguagem em Crianças dos 0 aos 5 anos” conta com o apoio do Alto-Comissariado da Saúde e Sociedade Portuguesa de Pediatria.

Fazer aquela figura tonta de balbuciar palavras impossiveis com o seu bebé recém-nascido pode, afinal, fazer todo o sentido do mundo. São “brincadeiras” como esta que podem ajudar um bebé a falar. “Queremos dizer aos pais que o importante não é só crescer, é desenvolver”, refere a autora do projecto “Conversar desde o berço” que a ministra da Saúde, Ana Jorge, vai conhecer hoje no Porto.

Fátima Pinto é pediatra e há mais de uma década que trabalha na área dos cuidados de saúde primários. Os privilegiados utentes do Centro de Saúde da Carvalhosa, no Porto, já conhecem o tal bebé de letra B na mão desde 2008 e já tiveram acesso a campanhas de informação sobre prevenção de acidentes, a morte súbita, protecção solar, incentivo à amamentação, entre outras. Agora chegou a vez do desenvolvimento da linguagem. Nas salas de espera, estará um cartaz com “actividades lúdicas favoráveis à comunicação dos filhos” (ver link). Na consulta e após uma conversa, os pais terão ainda um panfleto mais detalhado sobre as capacidades associadas a cada etapa e as sugestões de brincadeiras úteis. O ditado diz que a criança vai falar pelos dois anos, mas para que isso aconteça o trabalho dos pais tem de começar no berço, defende a pediatra que propõe “actividades que tornam as crianças mais calmas e confiantes e reforçam os laços afectivos familiares”.

“Percebi na minha consulta que as crianças estavam a ficar mais fechadas, mais reservadas. Os pais valorizam muito os percentis mas desvalorizam a linguagem”, conta Fátima Pinto. Os pais devem reservar, pelo menos, 15 minutos por dia para dedicar em exclusivo ao seu filho para brincar, aconselha a pediatra que propõe a proibição de televisão a crianças com menos de dois anos –“é sempre preferível um livro”. As actividades com livros são, aliás, das principais dicas da campanha. A especialista avisa ainda: “Muitos pais ficam de consciência tranquila porque conseguem pagar um bom infantário, comprar um bom carrinho de passeio e os fatinhos mais bonitos. Mas muitas vezes, isto faz-se com o prejuízo da comunicação, da brincadeira. Não compensa”. E repete: “O importante não é só crescer, é desenvolver”.

O trabalho foi elaborado com a colaboração de Luisa Neiva Araújo.

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tenho

Tenho visto muitas crianças às vezes com três anos e que não falam. Ou então que falam dizendo ...

Jorge Silva Marques

21.07.2009 21:04

X

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