• Energia de bicicletas para o DJ tocar
  • Restaurantes de topo com menus a 20 euros
  • Dead Combo e skates na passerelle

Falta de resposta do Governo

Camionistas decidem paralisação de protesto

24.04.2010 - 20:15 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
A paralisação deverá acontecer na segunda quinzena de Maio e durará "até o Governo resolver os problemas" A paralisação deverá acontecer na segunda quinzena de Maio e durará "até o Governo resolver os problemas" (Paulo Pimenta)
Os cem membros da Associação Nacional dos Transportadores Portugueses (ANTP) decidiram hoje, por maioria, fazer uma paralisação em protesto pela ausência de respostas às reivindicações que têm apresentado ao Governo.

De acordo com o presidente da assembleia-geral da ANTP, António Lóios, que falava em Rio Maior, a paralisação deverá acontecer na segunda quinzena de Maio e durará “até o Governo resolver os problemas” do sector.

António Lóios afirmou também que a data concreta da paralisação e os moldes em que esta se vai realizar serão decididos em breve. Segundo disse, a paralisação far-se-á “dentro da lei”.

O presidente da assembleia-geral da ANTP disse acreditar que esta paralisação será “seguramente maior” do que a de Junho de 2008, uma movimentação na sequência da qual foi criada esta associação.

Questionado sobre que representatividade tem uma decisão tomada por uma centena de pessoas num sector com mais de 13 mil empresas, António Lóios garantiu que, na reunião de hoje em Rio Maior, estão transportadores de todo o país, muitos em representação de outros que tiveram de ficar a assegurar o funcionamento das suas empresas.

Por outro lado, garantiu que esta reunião se segue a várias outras realizadas ao longo do último ano em todo o país, das quais saiu um apoio total à decisão que fosse tomada em Rio Maior.

“Se não estiverem todos unidos será a desgraça deles”

Sobre as vozes discordantes dos que consideraram hoje que uma nova paralisação seria “um tiro nos pés” e que lembraram que, no bloqueio de 2008, perderam dinheiro, Lóios afirmou que a ANTP é “um espaço aberto de expressão”, em que há o direito à opinião, mas também “o sentido de Estado de acatar com responsabilidade as decisões" ali tomadas. “Se não estiverem todos unidos será a desgraça deles”, considerou.

Questionado sobre a decisão das associações espanholas (com as quais a ANTP se reuniu no início do mês) de não avançarem com uma paralisação, António Lóios disse que isso acontece porque os problemas do sector no país vizinho “estão resolvidos”.

“Infelizmente para Portugal, o Governo espanhol toma conta da economia e do sector. Em Portugal isso não acontece”, acrescentou ainda António Lóios.

A ANTP reivindica a aplicação em Portugal da directiva comunitária que permite a redução de oito cêntimos no litro de gasóleo e contesta o regime de contra-ordenações - acusando o Governo de ter piorado a situação com a decisão que anunciou na última reunião com a associação.

Por outro lado, considera-se “enganada” por o Governo não ter comunicado nessa reunião, realizada anteontem, a decisão, tomada nesse dia, de taxar as Scut, o que, segundo António Lóios, “não vem trazer nada de bom para as transportadoras”.

A Associação Nacional dos Transportadores Portugueses representa as pequenas e médias empresas do sector.

Notícia actualizada às 21h08

Estatísticas

  • 4 leitores
  • 12 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1433853

Comentário + votado

BIO DIESEL

Porque as empresas de transporte em Portugal não produzem seu proprio bio diesel ????Assim ...

nibiru

25.04.2010 13:48

X

Mais em Sociedade (10 de 10 artigos)

Sorteio do Totoloto (17/2010)