O Hospital da Marinha recebe uma média de 300 solicitações por ano para casos urgentes de intoxicação e que precisam de ser tratados nas duas câmaras hiperbáricas daquela unidade de saúde. Segundo explicou o médico Francisco Guerreiro há no continente três câmaras hiperbáricas, duas naquela unidade e uma terceira no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.
Uma das duas câmaras do Hospital da Marinha foi hoje utilizada para tratar cinco idosas que sofreram intoxicações por inalação de fumo no incêndio ocorrido no centro de recolhimento da Segurança Social instalado no Convento da Encarnação, em Lisboa.
Nos casos de intoxicação por inalação de fumo ou gases, as câmaras hiperbáricas "são mais eficazes porque são utilizadas pressões mais elevadas de oxigénio e consegue-se de forma mais rápida fazê-lo chegar ao sangue", explicou Francisco Guerreiro. O clínico disse, ainda, que o ideal é assistir o doente "nas primeiras seis horas" e que os casos são sempre encaminhados pelos hospitais depois de uma triagem.
"As pessoas não vêm directamente para nós. Em caso de intoxicação vão para o hospital da área da residência e quando se considera necessário, depois de avaliar vários parâmetros, é que são encaminhadas para nós", explicou. Francisco Guerreiro afirmou ainda que nos casos menos graves o tratamento dura duas horas, mas adianta que "há casos que precisam de mais tratamentos".
Além destas três câmaras hiperbáricas no continente, há uma quarta a funcionar no Hospital do Funchal.


