O executivo da Câmara Municipal de Oeiras não vai prestar hoje quaisquer declarações sobre a detenção do seu presidente, Isaltino Morais, detido ontem, garantiu à Lusa fonte do gabinete de imprensa, remetendo todos os esclarecimentos para o advogado do autarca.
“Hoje ninguém da câmara vai prestar esclarecimentos, tudo o que se poderá saber é através do advogado”, disse a mesma fonte.
Esta manhã, o vice-presidente da autarquia, Paulo Vistas, e os restantes vereadores entraram nos Paços do Concelho pelas traseiras do edifício para evitar os jornalistas.
O presidente da Câmara de Oeiras foi detido esta quinta-feira pela PSP, depois de o Tribunal da Relação de Lisboa o ter condenado a dois anos de prisão, por fraude fiscal e branqueamento de capitais, mas não perde o mandato.
O caso teve início há mais de oito anos, quando o Departamento Central de Investigação e Acção Penal iniciou uma investigação ao autarca por suspeitas de possuir contas bancárias não declaradas na Suíça e na Bélgica.
Constituído arguido pelo Ministério Público em 2005, Isaltino Morais sempre reclamou inocência quanto aos crimes de que era acusado, mas acabou por ser condenado a sete anos de prisão e a perda de mandato por fraude fiscal, abuso de poder e corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais.
A defesa do autarca avança com um recurso para a segunda instância e em Julho de 2010 o Tribunal da Relação de Lisboa decide baixar a pena de prisão de sete para dois anos pelos crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais e anular a pena de perda de mandato.


