900 mil euros

Câmara de Moura co-financia instalação de painéis solares no concelho

30.05.2008 - 15:13 Por Lusa

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O consumidor produtor produz energia para consumo próprio e pode vender o excedente à rede eléctrica pública O consumidor produtor produz energia para consumo próprio e pode vender o excedente à rede eléctrica pública (Rui Gaudêncio (arquivo))
Os habitantes, empresas e instituições de Moura interessados em instalar painéis solares para produzir energia em casa ou edifícios terão ajuda financeira do município, através do fundo conseguido com a instalação da maior central solar do mundo no concelho.

A Câmara Municipal de Moura dispõe de 900 mil euros para co-financiar, em 70 por cento e sem juros, os investimentos que queiram instalar painéis solares térmicos e fotovoltaicos para produzir energia de microgeração, explicou hoje o presidente do município, José Maria Pós-de-Mina. A microgeração consiste num novo regime de microprodução que permite aos consumidores produzir electricidade a partir das suas casas ou de edifícios, através de micro sistemas tecnológicos de energias renováveis, como a solar térmica, solar fotovoltaica e eólica.

O consumidor produtor, além de produzir energia para consumo próprio, pode vender o excedente da sua produção à rede eléctrica pública por uma tarifa de referência por Kilowatt (kWh) produzido e até aos limites fixados para cada fonte de energia renovável. A ajuda financeira do município de Moura, frisou o autarca, "aplica-se apenas à instalação de sistemas de microgeração solar térmica e fotovoltaica", como painéis solares térmicos (que captam a energia do sol e permitem aquecer água para usos sanitários ou climatização) e painéis solares fotovoltaicos (que convertem a energia da luz do sol em electricidade).

Os microprodutores, salientou José Maria Pós-de-Mina, "poderão ter, em apenas cinco anos, o retorno do investimento inicial" aplicado na aquisição e instalação dos equipamentos, que têm um período de vida útil superior a 25 anos. Os interessados, explicou, vão poder pedir informações sobre o processo e candidatar-se ao apoio financeiro da câmara a partir de segunda-feira, na empresa municipal Lógica, criada para gerir parte do fundo social atribuído à autarquia com a instalação da maior central solar do mundo na Amareleja, no concelho de Moura.

Subsídios para investigação

A empresa espanhola de energias renováveis Acciona disponibilizou um fundo social de 3,5 milhões de euros para a Câmara de Moura em 2006, quando adquiriu a totalidade do capital social da Amper, a empresa criada pelo município para construir a Central Solar Fotovoltaica de Amareleja. Parte do fundo, 500 mil euros, destina-se à construção de uma piscina na Amareleja, sendo os restantes três milhões para projectos de energias renováveis. Ou seja, 900 mil euros para co-financiar as candidaturas à microgeração solar térmica e fotovoltaica no concelho e 2,1 milhões de euros para a Lógica construir e gerir o Tecnopólo de Moura, dedicado à investigação e criação de empresas do sector das energias renováveis.

Com uma capacidade instalada de 46,41 megawatts (MW) e 35 MW de potência de injecção na rede, a central está a ser construída num terreno de 250 hectares, perto de Amareleja, considerada a "terra mais quente de Portugal", devido aos recordes de temperatura máxima no Verão. A central, propriedade da Acciona, líder do mercado espanhol de energias renováveis, começou a produzir energia de forma parcial em meados de Março e deverá começar a funcionar em pleno até final deste ano.

Com 2520 seguidores solares azimutais, equipados com 104 painéis solares cada um, a central será a maior do mundo, em potência total instalada e capacidade de produção, seis MW mais do que o actual maior complexo do género, situado em Brandis, na Alemanha, e com 17,25 MW já instalados de um total de 40 MW previstos.

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Porque é que TODOS os edificios novos a construir não vêm já equipados com paineis solares quanto ...

Sandra Figueiredo

30.05.2008 17:10

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