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Conclusões da reunião

Câmara de Loures vai procurar uma solução temporária para o realojamento das famílias ciganas

14.07.2008 - 13:07 Por Lusa

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Cinquenta famílias ciganas procuram realojamento fora da do bairro da Quinta das Fontes Cinquenta famílias ciganas procuram realojamento fora da do bairro da Quinta das Fontes (Nuno Ferreira Santos/PÚBLICO)
A Câmara Municipal de Loures vai contactar a Segurança Social para encontrar uma solução temporária de realojamento para as famílias ciganas do bairro da Quinta da Fonte.

São 50 famílias que totalizam 200 pessoas, que procuram o realojamento. O número foi adiantado por Arrobas da Silva, advogado que representa a comunidade cigana do bairro. A solução terá que "aguardar pela reunião desta tarde no Governo Civil de Lisboa e um contacto que a Câmara vai fazer com a Segurança Social para arranjar o realojamento", acrescentou o advogado.

Segundo Arrobas da Silva o principal problema é a segurança da comunidade. Mas o “senhor presidente da Câmara mostrou-se muito sensível ao problema”, disse.

"As pessoas de etnia cigana não têm a mínima condição para lá viverem [no Bairro da Quinta da Fonte]", explicou o advogado. “Ainda esta noite houve casas assaltadas" disse.

O único local que a Câmara de Loures tinha para realojar a comunidade cigana era o próprio Bairro da Quinta da Fonte. Os moradores recusaram esta solução e contactaram a Segurança Social.

A reunião desta manhã na Câmara de Loures juntou o presidente da autarquia, representantes da comunidade cigana, da comunidade africana, incluindo advogados das duas partes, bem como um pastor evangélico. A reunião começou cerca das 10:45 e terminou pouco depois das 12:00.

Reforço da segurança comunitária
A governadora civil de Lisboa, Dalila Araújo, e representantes das comunidades residentes na Quinta da Fonte vão reunir-se hoje no Governo Civil para discutir a celebração do Contrato Local de Segurança.

O instrumento prevê o reforço da segurança comunitária e policiamento de proximidade, e que deverá entrar em execução naquele bairro em Outubro, disse uma fonte do Governo Civil.

O Governo Civil de Lisboa já tinha previsto começar a trabalhar nos Contratos Locais de Segurança em Sintra e Loures, os primeiros concelhos do distrito com este instrumento. Mas devido aos acontecimentos na semana passada na Quinta da Fonte, a primeira reunião com a sociedade civil daquele bairro foi antecipada para hoje.

Além da Quinta da Fonte, os bairros que vão ser contemplados com Contratos Locais de Segurança são a Torre, Quinta do Mocho, Quinta da Serra e Urmeiras, salientou a fonte. A execução deverá começar a partir de Outubro deste ano.

O primeiro local a avançar com este tipo de contrato, previsto na Estratégia de Segurança para 2008 do Ministério da Administração Interna, foi o Bairro do Cerco, no Porto.

Pela segunda vez em menos de 24 horas, meia centena de indivíduos de dois grupos envolveram-se sexta-feira por volta das 14:00 horas em confrontos com armas de fogo. A PSP deteve dois indivíduos e apreendeu algumas armas de fogo e munições de calibre variado.

Na quinta-feira, uma rixa entre dois grupos do mesmo bairro tinha provocado nove feridos ligeiros e danos em várias viaturas.

O bairro da Quinta da Fonte, na freguesia da Apelação, concelho de Loures, foi edificado para acolher os desalojados devido à construção dos acessos à Expo 98. O bairro conta actualmente com 2.500 habitantes de várias etnias.

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A CABEM COM O BAIRRO D TORRE

boas,sr.presidente sou uma joven de 29 anos 3 filhos ao meu encargo moradora d bairro d torre pois ...

MARTA SANTOS

27.11.2009 10:13

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