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Protesto à porta das instalações

Call centre de Lisboa da Saúde 24 está praticamente parado

06.03.2009 - 17:06 Por Margarida Gomes

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Desde Janeiro que tem havido um conflito entre os enfermeiros e a administração Desde Janeiro que tem havido um conflito entre os enfermeiros e a administração (Daniel Rocha (arquivo))
Apenas um enfermeiro do primeiro turno da tarde (que começou às 16H00) se apresentou hoje para trabalhar no call centre de Lisboa da Linha Saúde 24. Os restantes profissionais recusaram-se a fazê-lo, encontrando-se concentrados à portas das instalações do serviço, na Avenida das Forças Armadas.

À entrada, os enfermeiros que protestam contra a Administração da LCS - Linha de Cuidados de Saúde que gere aquele serviço público por ignorar as denúncias relatadas na carta dos supervisores e dos enfermeiros do centro de atendimento de Lisboa à ministra Ana Jorge, em Outubro passado, informaram a colega que se apresentou ao serviço do que se estava a passar, tendo optado por ir trabalhar.

Ao contrário do que aconteceu em Janeiro, desta vez o call centre de Lisboa não está totalmente parado, embora lá dentro estejam apenas o director do call centre, Paulo Lopes, duas supervisoras e a enfermeira do turno da tarde. Todos os colegas dos turnos da manhã já abandonaram as instalações.

Em Janeiro, todas as chamadas feitas pelos utentes da linha no período em que o call centre de Lisboa esteve parado foram reencaminhadas para o Porto e hoje é também provável que muitas das chamadas serão também reencaminhadas para o Porto, uma vez que o maior volume de telefonemas acontece da parte de tarde. Por dia, a Saúde 24 regista uma média de 1600/1700 chamadas.

Na altura, os enfermeiros decidiram parar a linha em Lisboa pelo facto de a administração ter despedido sete enfermeiros do serviço de atendimento, quatro dos quais eram testemunhas abonatórias da enfermeira supervisora Ana Rita Cavaco, num processo que a empresa moveu àquela profissional, na sequência da carta à ministra Ana Jorge, na qual a alertavam para o “caos organizativo em que o serviço estava a funcionar”. Os outros três enfermeiros despedidos integravam a equipa da enfermeira supervisora, entretanto suspensa. A justificação avançada pela administração da LCS para a suspensão daquela supervisora foi que a sua presença nas instalações “perturbava o funcionamento do serviço”.

A situação tem-se arrastado na comunicação social, e a Direcção-geral de Saúde, que teme que este conflito acaba por prejudicar a imagem e qualidade do serviço da Saúde 24, tem mantido contactos com o presidente do Conselho de Administração da LCS. Nunes Coelho, no sentido de resolver o mais rapidamente possível o conflito. No âmbito dessas negociações, a administração comprometeu-se a readmitir os enfermeiros despedidos, mas até hoje apenas um regressou à Saúde 24, segundo garantem os outros enfermeiros dispensados.

A Linha Saúde 24 resulta de uma parceria público-privada estabelecida entre o Governo (Direcção-Geral de Saúde) e o LCS (uma empresa do Grupo Caixa Geral de Depósitos) e a não revogação do contrato já foi admitida pelo director-geral de Saúde, Francisco George, que tem apontado o dedo a administração pela falta de “sensibilidade para gerir enfermeiros”.

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estou conhecendo projeto hoje

Após tantos anos de enfermagem chego a conclusão que gostaria de ter sido gandhi.Uma humanista e ...

patricia xavier

08.03.2009 22:12

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