Director-geral da Saúde lança folheto informativo em braille

Calendário da campanha de vacinação contra gripe A não é rígido

12.11.2009 - 12:54 Por Lusa

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O director-geral da Saúde, Francisco George, afirmou hoje que o calendário de vacinação contra a gripe A (H1N1) “não é rígido” e irá de encontro à situação epidemiológica que fôr sendo registada no país.

“Quero assegurar que o calendário [da vacinação] previsto não é rígido. Naturalmente, pode sofrer alterações”, disse Francisco George, esta manhã, no Porto, onde rticipou na cerimónia de lançamento de um folheto informativo em braille sobre a gripe A.

Segundo referiu, se se verificar que há necessidade, poderá ser alterado aquilo que está previsto em relação aos grupos considerados prioritários para vacinação, dando a entender que as crianças saudáveis até aos 12 anos poderão ser abrangidas mais cedo do que o estabelecido.

Por seu turno, o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, salientou que “as resistências [à vacinação, sobretudo por parte de profissionais de saúde] felizmente têm vindo a diminuir”. “Os profissionais de saúde devem vacinar-se para se proteger, proteger os outros e estarem aptos para tratar os doentes”, disse.

Também em relação a uma eventual resistência por parte das grávidas que fazem parte dos primeiros grupos de vacinação, Manuel Pizarro disse que “não há nenhuma razão científica contra a vacinação e há uma enorme razão ética para que se faça”. E garantiu que, até a momento, Portugal não registou “nenhuma complicação importante, com excepção de um caso”, devido à vacina da gripe A.

A campanha de vacinação contra a gripe A teve início a 26 de Outubro e começou por abranger grávidas de risco com patologias associadas, profissionais de saúde e outros profissionais de empresas e instituições consideráveis imprescindíveis.

Na segunda-feira arranca a vacinação do grupo B, que abrange todos os doentes crónicos.

Os destinatários do grupo B (pessoas com doenças crónicas como diabetes, problemas cardiovasculares, asma, insuficência renal e profissionais de saúde em contacto directo com doentes, entre outros) serão cerca de um milhão e os restantes estão integrados no grupo C (crianças com idade inferior a 12 ou cinco anos, dependendo da disponibilidade da vacina, obesos, estudantes de medicina e enfermagem, etc.).

Iniciativa da Santa Casa da Misericórdia do Porto e da Direcção-Geral da Saúde, os 20 mil exemplares do folheto ontem apresentados serão distribuídos nas associações de cegos do país.

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