Cerca de uma dezena de caixas de esmolas da Capelinhas das Aparições, no Santuário de Fátima, foram vandalizadas durante a última noite, disse à Lusa o comandante do Destacamento de Tomar da GNR, Duarte da Graça.
Segundo este responsável, "os suspeitos dos actos de vandalismo são três jovens, entre os 17 e 19 anos, residentes no concelho de Ourém e que já se encontram identificados".
Fonte do Santuário de Fátima confirmou à Lusa que houve "uma tentativa de assalto às caixas de esmolas da Capelinha", mas explicou que a instituição não se pronuncia sobre a situação, que está entregue à GNR.
O comandante da GNR esclareceu que "não foi retirado qualquer dinheiro do interior das caixas", instaladas nos pilares do templo, estando esta força policial a desenvolver outras diligências no âmbito da ocorrência, pelo que recusou adiantar outros pormenores.
Duarte da Graça nada acrescentou sobre se o acto de vandalismo foi filmado pela câmara instalada na Capelinha e que desde o passado dia 1 de Janeiro transmite em directo, pela Internet, imagens a partir deste local de oração.
O responsável remete apenas para o parecer da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) sobre os termos e condições em que a actividade de videovigilância pode ser desenvolvida no santuário.
O sistema autorizado pela CNPD, que deverá estar operacional para a primeira grande peregrinação do ano ao Santuário de Fátima, a 12 e 13 de Maio, vai funcionar diariamente entre as 06h00 e as 02h00.
Pode "unicamente" captar e gravar imagens e assegurar que os locais mais reservados de oração, como interior das igrejas, capelas e espaços de devoção, não sejam filmados, além de não permitir a captação de sons.
Segundo o parecer da CNPD, a GNR deverá usar oito câmaras de videovigilância instaladas em diversos pontos do recinto, desde a basílica até à Igreja da Santíssima Trindade.
A autorização do plano de videovigilância é concedida pelo prazo de um ano, que começa a contar a partir da activação do sistema.


