As buscas da Judiciária à sua unidade contra a corrupção incidiram sobre o sistema informático e os computadores das “poucas pessoas” que tinham acesso a um documento apreendido no âmbito da investigação do caso Face Oculta, disse fonte policial.
Um documento com o timbre da Polícia Judiciária apreendido durante buscas do processo Face Oculta desencadeou uma investigação à Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), disse à Lusa outra fonte ligada ao processo.
Segundo a mesma fonte policial, a investigação visa “apurar se aquele documento encontrado em casa de um determinado indivíduo foi ou não feito dentro da PJ”.
A notícia de buscas na UNCC, a pedido do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), foi hoje avançada pela revista Sábado.
Uma fonte ligada ao processo revelou à agência Lusa que o documento com o timbre da PJ, apreendido durante a investigação do Face Oculta, “não tem a ver com o processo investigado em Aveiro”, relacionado com crimes de corrupção, fraude fiscal entre outros ligadas a empresas privadas e do sector empresarial do Estado.
O documento estava relacionado com um processo em investigação na UNCC, pelo que foram determinadas buscas, realizadas pela própria PJ, a essa unidade da Judiciária. A mesma fonte explicou à Lusa que a existência desse documento fora da UNCC “pode configurar um crime de violação de segredo de justiça ou segredo profissional”.
A Lusa contactou a Direcção Nacional da Polícia Judiciária que recusou “comentar investigações em curso”.
No entanto, adiantou o director nacional adjunto da PJ, Pedro do Carmo, “no exercício das suas competências, a PJ efectua todas as diligências necessárias para o apuramento da verdade dos factos qualquer que ela seja”.


