Buscas ainda infrutíferas para encontrar os cinco pescadores desaparecidos na Galiza

07.12.2008 - 18:19 Por Lusa
As buscas para tentar localizar os cinco pescadores, dos quais um português e quatro indonésios, desaparecidos no naufrágio do barco "Rosamar" na costa da Galiza ainda não tiveram qualquer sucesso, informou hoje fonte do Salvamento Marítimo espanhol.
Segundo a fonte, as buscas envolveram hoje um avião e dois barcos e decorreram numa zona entre a Galiza e as Astúrias, onde ontem foram encontrados coletes salva-vidas, um bote e outros objectos, todos pertencentes ao "Rosamar".
As autoridades adiantam, no entanto, que já não acreditam que os pescadores possam ser encontrados com vida, uma vez que naquele local as águas atingem os 12 graus.
"É impossível sobreviver três dias na água a esta temperatura", acrescentou.
O pescador português desaparecido é de Matosinhos.
O "Rosamar" naufragou sexta-feira a 24 milhas a norte de Burela, na costa da Galiza, com oito portugueses e cinco indonésios a bordo.
Três portugueses morreram e quatro foram resgatados com vida, assim como um indonésio.
O naufrágio terá sido provocado por um cabo da embarcação que se prendeu no fundo do mar e que funcionou como âncora.
Nesse momento, o barco foi varrido por ondas de seis metros, entrando água pela popa, o que fez o pesqueiro virar e afundar-se "em um minuto", segundo informaram fontes da investigação.
Os quatro portugueses sobreviventes do naufrágio são Sérgio Silva e Augusto Jesus, de Matosinhos, Adriano Almeida, de Gala, Figueira da Foz, e Luís Almeida, da Murtosa.
Os corpos dos três portugueses mortos foram disponibilizados pelas autoridades espanholas ontem à noite, realizando-se a respectiva trasladação para Portugal.
As vítimas mortais são José Graça e Silva, de Caxinas, Vila do Conde, José Manuel Tomé, da Gala, Figueira da Foz, e o mestre da embarcação, Mário Nazareno, de Matosinhos.
Os funerais decorrem amanhã em Vila do Conde, Figueira da Foz e em Matosinhos, segundo o presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos, António Parada.

