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Arguido falou pela primeira vez em tribunal

Bruno “Pidá” alega inocência na morte de segurança no caso “Noite Branca”

20.11.2009 - 15:58 Por Lusa

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"Pidá" considera que “este parece um julgamento feito" "Pidá" considera que “este parece um julgamento feito" (Fernando Veludo/NFactos)
Bruno “Pidá” quebrou hoje o silêncio no julgamento do homicídio de um segurança em Novembro de 2007, alegando a sua inocência em todos os factos que lhe estão imputados pela acusação, incluindo o uso de armas.

“Não cometi nenhum crime, não matei ninguém e não sou nenhum criminoso”, começou Bruno “Pidá” por afirmar hoje ao tribunal, a última sessão do julgamento do caso “Noite Branca” antes das alegações finais já agendadas para 4 de Dezembro e a primeira em que os arguidos começaram a prestar declarações.

O arguido implicado no homicídio do segurança Ilídio Correia (juntamente com Mauro Santos, Fernando “Beckham”, Ângelo “Tine” e Fábio “Suca”) acrescentou “nunca” ter usado armas, “não” saber usar armas, até porque “nunca” foi à tropa. “Trabalho há 11 anos na vigilância e nunca peguei numa arma”, frisou.

Quanto aos vários episódios relatados na acusação que falam de confrontos entre os irmãos Correia (um deles o falecido segurança Ilídio Correia) e os cinco arguidos - nomeadamente uma troca de tiros na Praça da Ribeira e um tiroteio no Túnel da Ribeira - Pidá afirmou sempre não ter estado presente nesses momentos.

“A única coisa que fiz foi andar à porrada com Natalino [um dos irmãos Correia, associados ao grupo de seguranças de Miragaia] e não foi por vontade própria”, sublinhou.

Na própria madrugada da morte de Ilídio, na Rua de Miragaia, frente à Alfândega do Porto, “Pidá” garantiu que não esteve lá e que o veículo presente no tiroteio, identificado como sendo dele, “já tinha sido entregue [para venda] há 20 dias”.

Durante o seu depoimento, o arguido advertiu o colectivo que “este parece um julgamento feito, não está a ser dada a devida atenção às testemunhas de defesa e estão a olhar apenas para o lado de quem está acusado”. “Estou a ser julgado pelas testemunhas que são pessoas que me querem mal e fazem mal a tanta gente”, afirmou, referindo-se aos próprios irmãos Correia que “exturquem meio mundo na cidade do Porto mas ninguém dá a cara”.

A sessão prossegue esta tarde no Palácio da Justiça do Porto para ouvir mais arguidos que pretendem prestar declarações, nomeadamente “Beckham”, “Tine” e a irmã de “Pida” envolvida no processo por lhe ter sido apreendida uma soqueira.

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