Advogados contestam buscas a escritório de Júdice

BPP: Bastonário contra constituição de advogado como arguido

05.06.2009 - 19:51 Por Paula Torres de Carvalho

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Marinho e Pinto explica que “este tipo de práticas consubstancia uma fraude à lei" Marinho e Pinto explica que “este tipo de práticas consubstancia uma fraude à lei" (Nuno Ferreira Santos (arquivo))
O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, considera “uma fraude à lei” a constituição de um advogado como arguido, no âmbito das buscas realizadas, hoje, pela PJ à sociedade de advogados PLMJ, da qual faz parte José Miguel Júdice, no âmbito do processo BPP

Em declarações ao PÚBLICO, Marinho e Pinto explica que “este tipo de práticas consubstancia uma fraude à lei ao tentar obter resultados proibidos pela lei”.

Segundo o PÚBLICO apurou, não havia nenhum advogado suspeito no processo, mas um cliente. Como PLMJ não autorizou a busca promovida pelo Ministério Público com vista à apreensão de correspondência, um advogado foi constituído arguido na altura, de forma a possibilitar a diligência.

Embora esta prática seja frequentemente utilizada, o bastonário nota que é uma “ilegalidade” e sublinha que é necessário que existam “fundadas suspeitas de que o advogado cometeu um crime” para legitimar a busca.

Em comunicado, a PLMJ já protestara quanto a esta situação, sublinhando que, por uma “razão puramente instrumental, um advogado desta sociedade foi constituído arguido para assim viabilizar a eventual apreensão de correspondência, considerando este facto “intolerável”.

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Marinho

Ó Marinho vê lá se te decides. Afinal há ou não advogados que cometem ilegalidades? è que foi isso ...

José Gonçalves

07.06.2009 00:25

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