A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) termina hoje, em Torres Vedras, o seu oitavo congresso, em que debate a "falta" destes elementos de socorro, principalmente nas grandes cidades, e um estatuto especial para a classe.
O presidente da ANBP, Fernando Curto, disse que há "falta" de bombeiros profissionais em todo o país, "uma situação muito complicada", principalmente nas grandes cidades. "Consideramos que para cada mil habitantes deveria haver um bombeiro profissional, mas neste momento este rácio não é correspondido e há uma grande carência de bombeiros profissionais" em Portugal, disse.
Fernando Curto destacou, também, que em debate está o problema da avaliação profissional, "aplicada de forma diferente pelas autarquias devido a diferentes entendimentos da lei". Segundo Fernando Curto, os bombeiros profissionais são funcionários públicos e das câmaras municipais, mas a especificidade da sua actividade não tem sentido se for feita com base no Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP).
"Não é que não queiramos ser avaliados, antes pelo contrário. O problema é que o conteúdo funcional de um funcionário público escriturário ou de um técnico é diferente do de um bombeiro profissional", realçou. Por outro lado, os bombeiros profissionais exigem ao Governo a elaboração de um código deontológico aplicável a todos os bombeiros.


