• Já cheira a Verão
  • Kiev, a porta de entrada da Ucrânia
  • Petiscos com frango, das moelas à batata doce

Incêndios

Bombeiros profissionais pedem afastamento de jovens das frentes dos fogos

16.08.2005 - 17:58 Por Lusa, PUBLICO.PT

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
A ANBP considera que a utilização de menores no combate aos fogos serve para ocultar a falta de efectivos A ANBP considera que a utilização de menores no combate aos fogos serve para ocultar a falta de efectivos (Paulo Novais/Lusa (arquivo))
A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) pediu hoje o afastamento imediato dos cadetes e aspirantes das frentes de combate aos fogos, considerando que a sua utilização serve “para ocultar a real falta de efectivos existentes".

"A ANBP tem denunciado, ao longo dos anos, a utilização de menores inexperientes no combate aos incêndios florestais. Todos os anos é a mesma coisa", refere a associação de bombeiros profissionais em comunicado.

Apesar de a lei não permitir que os cadetes e os aspirantes sejam enviados para as frentes de combate aos incêndios, a ANBP estima que um grande número de associações de bombeiros continuam a utilizar "jovens sem o mínimo de formação e qualificação que lhes permitam estar numa frente de combate" aos fogos.

“Carne para canhão”

"Não é colocando as vidas em risco que se colmata a falta de bombeiros para combater os diferentes incêndios florestais", diz a ANBP, afirmando que estes jovens estão a servir "de carne para canhão para ocultar a real falta de efectivos existentes".

"Esta é a prova mais evidente que não existe um número de bombeiros suficiente, nem disponíveis para intervir neste tipo de catástrofes", adianta a ANBP, exigindo que seja efectuada uma "inspecção-geral", tanto em "termos operacionais, como profissionais, para se apurar a responsabilidade de algumas situações menos claras que, neste momento, se estão a viver".

Segundo a ANBP, só com a aprovação de um Código Deontológico estas situações deixarão de existir.

ANBP reclama medidas para pôr termo a situação

A direcção nacional da ANBP lamenta que os comandantes operacionais (antigos coordenadores distritais), o comandante nacional e, em última instância, o Serviço Nacional de Bombeiros e de Protecção Civil "não tomem medidas que ponham termo a esta situação que coloca em risco a vida de milhares de jovens".

A ANBP interroga-se sobre o vínculo laboral existente entre estes jovens e as associações de bombeiros e sobre a questão dos seguros, pois em caso de acidente questiona qual é o seguro que abrange estes jovens.

A presença de menores no combate aos incêndios foi avançada hoje pela edição do "Jornal de Notícias" (JN). O diário cita Manuel Veloso, um antigo director de operações de protecção civil, que afirma que os "quartéis estão cheios de GPI [grupos de primeira intervenção] formados por estudantes em férias e menores de 18 anos", contrariando a lei vigente.

A lei, adianta o JN, impede que os cadetes (menores de 16 anos) e os aspirantes (em formação para bombeiros) possam integrar os GPI, nem ir para a frente de fogo.

Estatísticas

  • 11 leitores
  • 1 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1230671

Comentário + votado

Que país!

O Fogo em Portugal continua a ser a única indústria próspera.

Anónimo

17.08.2005 10:17

X

Mais em Sociedade (19 de 22 artigos)

O incêndio em Pampilhosa da Serra já levou à activação do Plano Municipal de Emergência Dez incêndios por controlar no país