Bombeiros exigem pagamento de dívida de 1,3 milhões de euros relativa a 2004

09.08.2005 - 18:16 Por PUBLICO.PT
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) denunciou hoje que as associações e corporações enfrentam dificuldades financeiras, exigindo que seja regularizado o pagamento das despesas extraordinárias relativas aos fogos florestais de 2004, uma dívida que ascende aos 1,3 milhões de euros.
Em comunicado, a LBP sublinha “o elevado esforço que tem sido exigido aos bombeiros, no combate aos incêndios florestais que de forma cada vez mais violenta, têm assolado o país”, alertando que as associações e corpos de bombeiros sofrem "avultados custos extraordinários", ligados “à reparação e manutenção de viaturas, alimentação de pessoal, combustíveis e outros”.
A estrutura explica que “estes custos são habitualmente reembolsados pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil”, mas como o “reembolso não possui data para o efeito” estes não são efectuados a curto prazo. A LBP exemplifica com as despesas extraordinárias relativas a incêndios florestais de 2004, “em muitos casos por pagar”. “O valor em dívida às associações/corpos de bombeiros relativamente a esta matéria ascende a cerca de um milhão e trezentos mil euros”, adianta a nota, que responsabiliza o Ministério das Finanças pelo atraso nos pagamentos.
A LBP revela ainda que, “apesar dos apelos das estruturas de bombeiros aos fornecedores de equipamento e serviços para protelarem os prazos de crédito”, começa a ser “inviável tal diligência, por manifesta e compreensível impossibilidade das mencionadas empresas”.
Perante a situação, o Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses decidiu exigir junto do Governo “o cumprimento dos seus compromissos para com os bombeiros, capaz de impedir a rotura financeira das entidades que os enquadram e, por consequência, evitar a fragilização da sua capacidade operacional de resposta ao socorro”.
“Não é possível continuar-se a exigir às entidades que detêm corpos de bombeiros a execução de um esforço operacional, que pressupõe a plena disponibilidade de recursos humanos e equipamentos, sem a garantia da adequada base financeira de sustentação”, conclui o documento.

