Williamson recebera ordem de expulsão da Argentina

Bispo negacionista britânico regressou a casa

25.02.2009 - 10:02 Por PÚBLICO, com agências

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Vindo de um voo oriundo de Buenos Aires, o bispo foi rodeado por polícias armados à chegada Vindo de um voo oriundo de Buenos Aires, o bispo foi rodeado por polícias armados à chegada (Luke MacGregor/Reuters)
O bispo católico britânico Richard Williamson, centro de acesa polémica pela defesa de teses negacionistas do Holocausto, chegou hoje ao Reino Unido, cumprindo a “ordem de saída” que lhe fora dada na semana passada pelo Governo da Argentina, onde vivia e dirigia uma organização religiosa integrista.

Aterrando em Londres, vindo de um voo oriundo de Buenos Aires, o bispo foi prontamente rodeado por um grupo de polícias armados e seguranças do aeroporto – relatava a agência britânica Reuters – tendo-se recusado a prestar quaisquer declarações.

Williamson gerara uma onda de choque internacional ao ter afirmado, em meados de Janeiro, num canal de televisão sueco, que não acreditava que o regime de Hitler tivesse utilizado câmaras de gás. “Penso que não mais que 200 mil a 300 mil judeus morreram nos campos de concentração, mas nem um só em câmaras de gás”, sustentou então, contrariando as teses consensualmente aceites pela maior parte dos historiadores de que morreram cerca de seis milhões de judeus sob o jugo nazi.

Na passada quinta-feira, as autoridades argentinas, ao mesmo tempo que condenaram as afirmações feitas como “profundamente ofensivas”, deram ao bispo britânico dez dias para deixar o país – que detém uma das maiores comunidades judaicas do mundo fora de Israel –, argumentando que Williamson não tinha os documentos de imigração “em conformidade com a lei”.

“O bispo falsificou em várias ocasiões a verdadeira razão da sua residência neste país”, informou então a direcção do departamento de imigração argentino, precisando que Williamson declarara estar ao serviço da associação civil A Tradição, mas trabalhava na qualidade de director e padre no seminário integrista da Fraternidade Santo Pio X, em Moreno – de cuja direcção, de resto, fora afastado depois de se ter recusado a responder ao apelo do Vaticano para se retractar pelas suas declarações.

A polémica em torno do bispo britânico avolumou-se quando, a 24 de Janeiro passado, dois dias depois de Williamson ter defendido as teses negacionistas na televisão sueca, o Papa Bento XVI anunciou que pretendia reintegrá-lo na Igreja, assim como outros três bispos integristas, que tinham sido excomungados por João Paulo II.

Esta decisão abriu uma crise violenta nas relações do Vaticano com o judaísmo e foi mesmo alvo de duras críticas por parte da chanceler alemã, Angela Merkel, cujo país condena o negacionismo como crime – ao contrário do Reino Unido.


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Censura

Não encontro no mercado um livro ISENTO que trate o que se passou no holocaustro. Será que o há?

J.Rodrigues

26.02.2009 02:11

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