• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:

Religião

Bispo do Porto diz que solução para o problema da sida é "comportamental" e preservativo um "expediente"

29.03.2009 - 13:23 Por Lusa

O bispo do Porto, D. Manuel Clemente, defendeu hoje que "a grande solução" para o problema da sida "é comportamental", sendo o preservativo um "expediente" que poderá ter "o seu cabimento nalguns casos".
A solução [para o problema da sida] é de outra ordem: é comportamental, reiterou o bispo do Porto A solução [para o problema da sida] é de outra ordem: é comportamental, reiterou o bispo do Porto (Fernando Veludo/NFACTOS (arquivo))

"Expedientes são expedientes, mas a grande solução para o problema da sida, como para outro tipo de problemas, tem que ser comportamental e portanto não devemos confundir o que é um expediente e o que é a solução. São coisas diferentes", sustentou D. Manuel Clemente.

Em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia de inauguração de um monumento evocativo dos 200 anos do desastre da Ponte das Barcas, no Porto, o Bispo salientou que, embora possam ter "o seu cabimento nalguns casos, expedientes são expedientes".

"A solução [para o problema da sida] é de outra ordem: é comportamental", reiterou.

Num comunicado disponível no site da sua diocese, o Bispo de Viseu, Ilídio Leandro, defende que quando os doentes infectados com sida têm uma vida sexual activa têm uma "obrigação moral de se prevenir e de não provocar a doença na outra pessoa".

"Aqui, o preservativo não somente é aconselhável como poderá ser eticamente obrigatório", afirma o bispo, alegando, no entanto, que o Papa tem defendido a sua doutrina e que é natural que não afirme que "banaliza o valor, o sentido e a vivência da sexualidade".

O Papa Bento XVI disse na semana passada, numa viagem oficial ao continente africano, que a sida não se combate só com dinheiro "nem com a distribuição de preservativos que, ao contrário, aumentam o problema".

Dias depois, o bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, defendeu que "proibir o preservativo é consentir na morte de muitas pessoas" e que as pessoas que aconselham o Papa deviam ser "mais cultas".

  • 1657 leitores
  • 58 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1371477

Comentário + votado

Bispo do Porto

Esta politica, sempre esteve, e estará sobre o absurdo e o ridículo. Tenho 53 anos, e quando era ...

c.t cascais

31.03.2009 01:57

Login