O bispo de Leiria-Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva, elogiou hoje a escolha de Joseph Ratzinger como sucessor de João Paulo II, afirmando que o novo Sumo Pontífice vai "desenvolver novos campos de acção" para a Igreja Católica.
Em declarações à Lusa, D. Serafim Ferreira e Silva considerou que a abertura ao diálogo inter-religioso encetada por João Paulo II vai manter-se sob a direcção de Ratzinger e salientou que a sua escolha corresponde a uma "lógica de continuidade".
"É um homem que teve muito boa formação teológica e que respeita muito as religiões", afirmou o prelado, que já recebeu o até agora presidente da Congregação para a Causa da Fé.
A 13 de Outubro de 1996, o cardeal presidiu às celebrações no Santuário de Fátima e desse momento D. Serafim Ferreira e Silva recorda uma "figura aberta ao espírito" que existe naquele lugar.
"Era um dos nomes da minha lista", afirmou D. Serafim Ferreira e Silva, que destacou as "capacidades intelectuais" do até agora cardeal alemão.
"Será um Papa na linha do seu sucessor" e "vai provavelmente desenvolver alguns aspectos novos da Igreja", no "mundo da cultura e da ética", disse.
"Estou muito esperançado que seja um grande Papa", afirmou, minimizando o facto de Ratizinger ser alemão.
"Na Igreja não há estrangeiros e não há fronteiras", pelo que o eleito será o "Papa de todas as gentes e para todas as gentes", disse.
O prelado de Leiria-Fátima negou ainda que Ratzinger seja uma "figura conservadora", como é descrito por vários sectores da Igreja Católica.
"Ele estava à frente de uma congregação pelo que, por obrigação do cargo, tinha essa característica mais conservadora", explicou.


