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D. António Marto faz saudação final no Santuário

Bispo de Leiria-Fátima apela à redistribuição da riqueza com continente africano

13.05.2008 - 15:29 Por Lusa

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Na eucaristia de hoje foi também rezada uma oração pelas vítimas das catástrofes naturais na Birmânia e China Na eucaristia de hoje foi também rezada uma oração pelas vítimas das catástrofes naturais na Birmânia e China (Enric Vives-Rubio (arquivo))
O bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, defendeu hoje que a Europa deve partilhar a sua riqueza com África, apelando aos peregrinos para ajudarem o continente africano com a entrega de donativos durante a peregrinação, aos quais de irá juntar uma oferta do próprio Santuário.

Na saudação final aos peregrinos que este ano se deslocaram a Fátima, D. António Marto apelou aos países europeus para partilharem o seu bem-estar. "África dirige à Europa este grito: Europa partilha a tua riqueza com África, a tua irmã pobre", disse o bispo.

Em particular, D. António Marto apelou à partilha "com o povo martirizado do Darfur", região no Sudão, para onde irão as oferendas dos peregrinos nas cerimónias religiosas desta peregrinação, uma verba à qual se somará uma oferta suplementar do Santuário.

No acompanhamento da eucaristia, o reitor indigitado do Santuário, Virgílio Antunes, recordou a tragédia humanitária no Sudão, apelando à generosidade dos peregrinos. "As Nações Unidas e a comunidade internacional estão altamente preocupadas com o conflito no Darfur: morreram já 200 mil pessoas, mais de dois milhões e meio tiveram de abandonar as suas terras", disse o sacerdote.

"Com este acto excepcional, respondemos a um apelo da Igreja do Sudão", até porque "cristãos, muçulmanos e outros são todos nossos irmãos", salientou Virgílio Antunes.

Quanto ao resto do continente africano, o reitor nomeado, que deverá suceder ao actual em Setembro, defendeu que o apoio da Europa é também uma "responsabilidade histórica", já que a maior parte das nações foram colónias exploradas pelos europeus. "A Europa deve amar a África como um irmão deve amar o seu irmão", sublinhou.

Nas intenções da eucaristia, presidida pelo cardeal Saraiva Martins e concelebrada por 326 padres, 24 bispos e 45 acólitos, foi também rezada uma oração pelas "vítimas das catástrofes naturais na Birmânia e na China".

No final das cerimónias, D. António Marto elogiou, também, o papel do cardeal Saraiva Martins, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, na divulgação da mensagem mariana da Cova da Iria.

"O senhor cardeal é da nossa causa e um arauto de Fátima em todo o mundo", comentou o bispo de Leiria-Fátima, perante os milhares de peregrinos.

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Comentário + votado

A Igreja como Exploradora das Almas Africanas...Todos vamos dormir bem...se dar-mos!!!

A responsabilidade historica comeca com a Igreja que fez o Cristianismo propagar-se e Explorar as ...

Anónimo

13.05.2008 22:16

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